O fantasma do 7 a 1 talvez nunca mais seja esquecido pela torcida brasileira, mas o primeiro passo para isso foi dado na noite desta quinta-feira (10 de novembro). 53.490 pessoas lotaram o Mineirão e viram a Seleção Brasileira vencer a Argentina por 3 a 0. Não só vencer, mas dominar o time que tem como camisa 10 o atual melhor jogador do mundo.
Se Messi não passou de um mero coadjuvante durante o jogo, o papel de protagonista ficou dividido entre dois brasileiros: Neymar e Phillipe Coutinho. Eles não estiveram em campo naquele fatídico 8 de julho de 2014 e representam a retomada da esperança dos torcedores.
O placar começou a ser escrito aos 23 minutos do primeiro tempo. No lado do campo onde Julio César sofreu cinco gols contra a Alemanha, Neymar deu bonito passe para Coutinho pelo lado esquerdo. Na sua principal característica, o camisa 11 da Seleção carregou a bola para dentro e, ainda fora da área, arriscou sem medo. Golaço, no ângulo de Romero, Brasil um a zero.
Aos 45 minutos, Gabriel Jesus resolveu estragar o discurso que Edgardo Bauza já deveria ter planejado para o intervalo. O atacante do Palmeiras ganhou no corpo do seu futuro companheiro de Manchester City, Otamendi, e enfiou linda bola para Neymar. O craque brasileiro foi frio e só colocou a bola no canto do goleiro argentino.
No segundo tempo, o Brasil voltou querendo mais. Aos nove, Paulinho, quase marcou um golaço. Depois de passe errado, entrou sozinho na área, driblou Romero e viu seu gol ser impedido por um carrinho de Mascherano. O volante, que entrou no segundo tempo da semifinal contra a Alemanha e ficou marcado por ter feito uma Copa ruim, gostaria de relembrar outro momento. Em 2013, no mesmo estádio, ele marcou o gol que levou o então time de Luiz Felipe Scolari para a final da Copa das Confederações.
E aos 13 minutos, ele aproveitou passe de Renato Augusto e colocou a bola para dentro. Brasil três, Argentina zero. Na sequência do gol, a torcida não se aguentou. Aquela mesmo que chorou ao ver de perto o 7 a 1, começou a cantar que “o campeão voltou”.
Aos 31, Gabriel Jesus foi derrubado por Zabaleta, outro futuro companheiro de equipe do atacante na Inglaterra, e pediu pênalti. Lance discutível, mas o árbitro mandou seguir. Independente disso, foi a última jogada do camisa 9, que foi outro destaque da equipe, logo na sua estreia em clássicos sul-americanos. Depois disso, o Brasil segurou o jogo e conseguiu acabar com vitória por 3 a 0. Com o placar, o time de Tite chegou aos 24 pontos e se manteve na liderança das Eliminatórias.
12 anos depois, a Seleção repetiu os três gols do clássico válido pelas Eliminatórias para a Copa de 2006. Agora sem Ronaldo – que marcou todos daquela vez –, mas como uma nova geração que quer escrever história como o ex-camisa 9 escreveu.
Há menos de três meses, a inédita medalha de ouro da seleção olímpica gerou um momento de alívio para uma torcida carente de momentos de felicidade daquele que já foi considerado o melhor futebol do mundo. A vitória contra a Argentina foi o primeiro passo para ela realmente acreditar que esse time possa ser o melhor do mundo.
Thomás Santos/MoWA Press
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