Três jogos como profissional, um gol importantíssimo contra o Mogi Mirim e uma assistência salvadora no clássico contra o São Paulo (assista ao vídeo abaixo). Em menos de um mês na equipe principal, Boquita surpreendeu e caiu nas graças da torcida e do técnico Mano Menezes. Cotado até para ganhar uma vaga de titular contra o Guaratinguetá, o meio-campista sonha com a chance de iniciar uma partida e também com dias melhores para a família. Mas com uma ressalva: longe dos ataques das “marias-chuteiras”.

 

– Tudo o que eu mais quero é poder comprar um carro para mim. Estou indo treinar com o do meu irmão, que já está reclamando (risos). Depois, quero dar uma casa melhor para os meus pais – contou Boquita, de 18 anos, que ainda mora com a família, no bairro de São Miguel Paulista, na capital.

 

O meio-campista, aliás, já curte a fama instantânea. Em um rápido passeio por um shopping um dia depois do clássico, Boquita foi bastante assediado por torcedores do Timão e por algumas garotas interessadas em “conhecer melhor” o garoto. Ele, contudo, se defende.

 

– Já estou sendo reconhecido nas ruas. As pessoas me pedem autógrafo, foto e dão parabéns pelo passe. Vim de uma família humilde, mas sou muito bem orientado pelos meus pais. Não dá para acreditar em todas as meninas, né? E também não sou de ir para balada. Gosto de lugares mais calmos.

 

Por muito pouco, Boquita não disse adeus ao futebol. Em 2004, jogando pelo infantil da Portuguesa, chamou a atenção de dirigentes do Corinthians e foi contratado. No entanto, na chegada ao Timão, pensou em abandonar a carreira pelas dificuldades encontradas.

 

– Quando vim para o Corinthians, tive que começar tudo do zero novamente. Cheguei a pensar se era isso mesmo que eu queria para a minha vida. Mas minha família apoiou e tudo deu certo.

 

 

De uma coisa Boquita pode se orgulhar: fez mais sucesso que o pai José Severino e o irmão Daniel. Ambos, que também jogavam com o nome de Boquita, não passaram das categorias de base do Paulista e do São Caetano,
 

– Meu pai teve que parar de jogar para trabalhar. Meu irmão também tentou e não deu muito certo. O que estou vivendo é um sonho. Nunca imaginei que tudo fosse tão rápido. Tenho que aproveitar e arrebentar – projetou.

 

Apesar do bom momento que vive, Boquita evita comparações com Lulinha. O meia também subiu badalado das categorias de base, mas não correspondeu e virou um dos alvos preferidos das vaias da torcida.

 

– O Lulinha subiu numa fase ruim do Corinthians. Ele está pegando confiança novamente e ajuda muito o time. Eu vim para os profissionais em um momento melhor do clube e isso dá uma confiança maior.

 

globoesporte.com

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