Rubens Barrichello segue relutando em crer que o acidente de Nelsinho Piquet em Cingapura foi proposital, mas não livrou o colega de críticas caso o fato seja verdadeiro
Assim como já havia dito na semana passada, Rubens Barrichello continua custando a acreditar que Nelsinho Piquet bateu de propósito no GP de Cingapura do ano passado, a mando da Renault, para ajudar Fernando Alonso. Mas a cada dia surgem mais provas de que o fato é verdadeiro. Se assim for, o veterano, sem deixar a amizade com o compatriota interferir em sua opinião, é enfático. "Se alguém tiver a capacidade de fazer isso, é porque não merece estar no esporte. Essa é a minha visão", afirmou nesta quinta-feira (10) em entrevista aos jornalistas brasileiros em Monza, onde vai ser realizado o GP da Itália.
Na tradicional coletiva oficial da F1 de quinta pré- corrida, Barrichello também disse que é difícil de pensar que alguém bateria o carro de propósito, mas que, se fosse verdade, a situação é muito triste. O decano comentou sobre a facilidade que um piloto pode ter para provocar um incidente, proposital ou não. "É mais fácil bater um carro de F1 do que guia-lo, isso é ponto pacífico, por causa da quantidade de energia e tudo. Mas para chegar a esse ponto…", declarou.
Com a experiência de quem já passou por situações polêmicas, Rubens pensava que o acontecido no GP da Áustria em 2002, quando teve de deixar Michael Schumacher ganhar por ordem da Ferrari, era o máximo de interferência de uma equipe que poderia existir. "Fui colocado em uma situação na Áustria que, para mim, era o limite do limite. Houve oito voltas de discussão, e foram me dizendo coisas até que eu tive de desistir. Na frente de todos, e todos sabiam o que estava acontecendo lá."
Por fim, Barrichello voltou a suspeitar do verdadeira razão por trás do vazamento dessa notícia bombástica no mundo da F1. "A única coisa que consigo ver é que alguém quer a cabeça do (Flavio) Briatore. Soa muito estranho", falou.
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