O Atlético-PR está na final da Copa Sul-Americana. Depois de ter vencido o Fluminense por 2 a 0 no jogo de ida da semi, a equipe repetiu o placar em um Maracanã cheio, nesta quarta-feira, e confirmou a classificação.
Nikão abriu o placar logo aos 4min de bola rolando ao aproveitar cruzamento de Marcelo Cirino. Na segunda etapa, Bruno Guimarães fechou a conta aos 9min após grande contra-ataque e nova assistência de Cirino.
O segundo gol acabou com a paciência da torcida tricolor, que começou a gritar “time sem vergonha” e “eliminado”. Alguns até foram embora do estádio.
Com o resultado, o time rubro-negro jogará a final da Copa Sul-Americana pela primeira vez em sua história. Na Libertadores, a equipe já foi vice-campeã em 2005, quando acabou derrotada pelo São Paulo.
O adversário será o vencedor no duelo colombiano entre Junior Barranquilla e Independiente Santa Fe. No jogo de ida, o Junior triunfou por 2 a 0, fora de casa. O duelo de volta será nesta quinta-feira, às 22h45 (de Brasília)
Antes de voltar suas atenções para a decisão, o Atlético-PR voltará a atuar no Maracanã, já que irá enfrentar o Flamengo no sábado, às 19h, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, sonhando com uma vaga na Libertadores – time está dois pontos atrás do Atlético-MG, que fecha o G-6.
Já o Fluminense vê sua crise aumentar ainda mais, uma vez que a equipe completou oito jogos sem vencer (seis derrotas e dois empates) e sem marcar um gol sequer. Agora, os tricolores receberão o América-MG no Maracanã, no domingo, às 17h, em um confronto direto contra o rebaixamento na Série A.
O jogo
Logo aos quatro minutos de jogo, o Atlético abriu o placar frustrando a torcida do Fluminense. Marcelo Cirino cruzou, a zaga falhou sem conseguir cortar e Nikão escorou para o fundo da rede. Os torcedores anfitriões, que ainda entravam no estádio, ficaram calados e o que se ouvia era o coro da torcida visitante.
O Fluminense levou um tempo para se reerguer e só conseguiu assustar aos 17 minutos, quando Luciano recebeu na área e chutou sobre o gol. O próprio atacante, três minutos depois, isolou a bola dentro da grande área. Foi a deixa para as primeiras vaias serem ouvidas no Maracanã com os pedidos de “Everaldo”.
Entendendo o momento do jogo, o Atlético passou a congestionar o meio de campo e a forçar os erros do Fluminense, mas não aproveitava a situação para criar contra-ataques. Enquanto isso os tricolores, nervosos em campo, tentavam “cavar” faltas e pênaltis, mas não iludiam o árbitro chileno Julio Bascuñan. O técnico Marcelo Oliveira então resolveu abrir mão do esquema com três zagueiros aos 27 minutos e tirou Paulo Ricardo. Porém, não colocou Everaldo em campo e sim o lateral direito Léo, o que provocou mais vaias. Jadson, que havia começado a partida na ala, voltou a ser volante.
Aos 30 minutos, o Atlético-PR desperdiçou uma boa chance de ampliar. Renan Lordi fez grande jogada pela esquerda e cruzou para Marcelo Cirino, de primeira, chutar sobre o gol. Nos minutos finais, o que se viu foi uma troca de passes do Atlético-PR diante de um apático adversário, que foi para o intervalo sob vaias.
Na volta para o segundo tempo, o Atlético voltou recuado e o Fluminense encontrando as mesmas dificuldades de penetração. Porém, mesmo assim, assustou aos seis minutos, quando Luciano foi lançado entre os zagueiros e deslocou o goleiro, mas Thiago Heleno evitou o gol.
O que poderia piorar a situação do Fluminense, o segundo gol, aconteceu aos nove minutos em um contra-ataque mortal. Nikão avançou com a bola dominada e acionou Marcelo Cirino que, na área, cruzou para Bruno Guimarães, como elemento-surpresa, escorar para o fundo da rede.
A partir daí o que se viu foram focos de tumulto na arquibancada e vaias. Em campo, o time da casa buscava o gol de forma desorganizada, como em chutes de fora da área de Richard, controlados por Santos sem grande dificuldade. Além disso, a equipe carioca ainda sofria alguns sustos, como em chute de Nikão aos 28 minutos, que fez a bola bater na rede, mas pelo lado de fora.
Nos minutos finais, o presidente do Fluminense, Pedro Abad, teve que deixar um dos camarotes por estar sendo hostilizado por torcedores.
ESPM
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