Por pbagora.com.br

Universidade terá cinema, museu e teatro para mais de mil pessoas

Na relação das principais obras da UFPB para os próximos anos estão o Centro de Arte e Cultura, completo equipamento para desenvolvimento de atividades artísticas. A estrutura tem 12 mil metros quadrados e ocupará o terreno em frente ao prédio da reitoria. Trata-se de um dos maiores destaques do processo de expansão da universidade, orçado em mais de R$ 10 milhões. A expectativa é que as obras comecem a ser executadas ainda neste ano, logo que a construção do novo estacionamento para abrigar os automóveis que ficavam no terreno seja finalizada.

O projeto conta com um teatro para 1,2 mil lugares, equipado para todos os tipos de evento e um minicentro de convenções com capacidade para 800 pessoas. Haverá ainda sala de cinema, pinacoteca, e um museu de ciência e cultura popular. “Além de ser um importante equipamento para difusão da arte e da cultura no Estado, o centro terá uma interface acadêmica, principalmente para estudantes das áreas de Música, Artes, Comunicação, por exemplo”, afirmou o reitor Rômulo Polari. Também pronto para começar em dezembro, o Bloco D do Centro de Ciências Sociais vai abrigar salas de aula e laboratórios do CCSA.

O Centro de Tecnologia (CT) do campus I está tomado por obras e recebe uma nova estrututa predial e de equipamentos. Foram criados cinco novos cursos de engenharia: elétrica, química, ambiental, de materiais, de produção. A tecnologia da informação é mais um foco da expansão acadêmico-científica da universidade. “A UFPB só tinha um curso de Ciências da Computação, mas já consta no PSS deste ano o curso de Engenharia da Computação e devemos implantar Matemática aplicada à Computação. Dessa forma, teremos um centro voltado à ciência da computação, com foco na parte aplicada. Uma preocupação em gerar tecnologia para a Paraíba, Nordeste e o Brasil”, detalha.

Ainda no campus I, um dos grandes investimentos da UFPB está no Centro de Desenvolvimento Sustentável de Pequenos Municípios. A ideia é oferecer apoio aos gestores de pequenos municípios paraibanos no que tange à elaboração e execução de projetos de planejamento. O equipamento traz benefícios para a economia do Estado e, ao mesmo tempo, prepara melhor o alunado de cursos de áreas como Administração e Economia.

O Hospital Veterinário de Areia, integrado ao recente curso de Medicina Veterinária (que está no terceiro semestre), está pronto e tem sido um excelente laboratório para os acadêmicos. “Estamos com um dos maiores projetos de expansão das universidades públicas do país. Não é apenas criar um curso, mas oferecer estrutura para que ele funcione de maneira adequada”, observa.

O Hospital Universitário Lauro Wanderley também é alvo de incrementos financiados pelo Reuni. A unidade ganhou 74 novos leitos instalados no 7º andar, que passou por uma completa reestruturação no prédio e recebeu mais equipamentos. Com as alterações, o hospital, que antes realizava apenas procedimentos de baixa e média complexidade, agora presta serviços médicos de alta complexidade.

Verba do Reuni ‘ergueu’ o campus IV

Com a verba oriunda do Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), a Universidade Federal da Paraíba conseguiu erguer o complexo do campus IV – Litoral Norte, que ainda está em andamento, e está construindo uma extensão do campus I, em Mangabeira, numa área de 44 hectares. No local, inicialmente, vão funcionar três cursos de graduação e uma escola de iniciação científica e tecnológica. “Trata-se de uma inovação imensa. A UFPB vai criar uma base de infra-estrutura laboratorial com experimentação, que vai servir para o ensino de alunos da rede pública da educação básica”, ressaltou o reitor Rômulo Polari.

Os estudantes de nível fundamental e médio das escolas públicas vão ter acesso a aulas de matemática, física, química, biologia, tecnologia da informação, inglês e português. O foco é fazer com que os alunos é aproximar da área de ciências exatas. Os alunos da rede pública, onde o ensino é insuficiente, não mais se inscrevem em cursos onde essas áreas são exigidas. Queremos separar o público da rede pública para ter a interação moderna e contemporânia com a ciência moderna e para, ao mesmo tempo, prepararem-se para se inscrever nos vestibulares mais competitivos do país”, explica, acrescentando que será o novo empreendimento será um laboratório para prática profissional aos acadêmicos de licenciatura de cursos como física, química e biologia.

Um outro campus, programado para ser construído no próximo ano, será instalado em Santa Rita e vai abrigar o curso de Direito. A graduação foi criada para funcionar no município, no entanto, os alunos assitem às aulas na faculdade de Direito, no centro da capital, em caráter temporário. Rio Tinto, Mamanguape, Santa Rita e João Pessoa – no bairro de Mangabeira – são expansão com criação de novos campi da UFPB.

Com tantas construções e reformas, os atropelos acabam por fazer parte do dia a dia de quem vive na cidade universitária. “Fazer uma reforma em uma casa morando nela é difícil, imagina duplicar o tamanho de uma universidade sem parar as atividades. É trabalhoso, mas o retorno dos trabalhos é garantido”.

Boa parte dos alunos acredita que os benefícios superam o incômodo. Henrique Ernesto de Andrade cursa engenharia mecânica e vê com bons olhos todas as intervenções estruturais na instituição, mas cobrou ampliação por todos os departamentos. “Espero que alcance o setor onde estudo, que até agora não recebeu os serviços de melhoria”.

 

PB Agora

com informações do JP

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