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UEPB celebra 60 anos de contribuição para o desenvolvimento cultural, científico, tecnológico e social da Paraíba

Foto: Divulgação/UEPB

O ano era 1966. A data exata, 15 de março, uma terça-feira que trouxe um novo tempo, uma data histórica e emblemática. O mundo passava por profundas transformações. No Brasil, a ditadura militar se consolidava nos temíveis anos de chumbo do regime.  Acirramento, censuras, tensão, cassações e repressão política.

Na economia medidas severas foram tomadas para conter a inflação, preparando o terreno para o que foi chamado posteriormente de “milagre econômico”. Naquele ano também foi criado o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), substituindo a estabilidade decenal no emprego. No mundo, a Guerra Fria  já havia passado pelo ponto de maior tensão nuclear, mas o risco de novos conflitos era iminente.

Foi nesse cenário adverso que surgiu no pródigo e fértil solo de Campina Grande a Universidade Regional do Nordeste (URNe), posteriormente transformada em Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Fruto de perspicácia, audácia, genialidade, abnegação e visão de seus idealizadores como Edvaldo do Ó e Williams de Souza Arruda a Instituição chegou para mudar a realidade do Estado. Um divisor de águas na história do ensino superior público, gratuito e de qualidade.

Muita coisa mudou desde aquele 15 de março de 1966 até os dias atuais, evoluindo de uma sociedade industrial analógica para uma era digital hiperconectada.  A UEPB acompanhou essa evolução e em alguns momentos dessa história desbravou horizontes, fazendo nascer a aurora do novo tempo para muitos paraibanos.

Da máquina de escrever ao advento da internet, passando pelo surgimento do telescópio, celulares e smartphones, até a revolução tecnológica impactada com a chegada da inteligência artificial, a UEPB sempre ocupou posição de destaque atuando na vanguarda e protagonista do seu tempo, contribuindo para o progresso científico e avanço tecnológico com foco na inovação. Desde o seu nascedouro, a missão da UEPB  sempre foi sublime, fazendo brotar da fonte inesgotável do conhecimento um oásis nas terras paraibanas.

Uma Instituição que nasceu para gerar oportunidades e esperança. Realizar sonhos, mudar realidades e contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Graças a UEPB, filhos(as) de trabalhadores(as) das regiões mais longínquas do Estado se tornaram mestres(as) e doutores(as). Filhos(as) de donas de casas, mães solo, cujo futuro era incerto, conquistam uma profissão, dignidade e respeito para hoje brilharem em diversas profissões.

— Foto: Reprodução/TV Paraíba/Arquivo

O dia 15 de março, celebrado neste domingo, marca mais um aniversário de criação da Universidade Estadual da Paraíba. Em 2026, 60 anos depois, governada atualmente por duas mulheres, a reitora Celia Regina Diniz e a vice-reitora Ivonildes Fonseca, a Instituição  celebra avanços significativos na política de inclusão e acesso ao ensino superior gratuito e de qualidade, favorecendo minorias da população historicamente marginalizadas. Inclusão, igualdade racial, dignidade, defesa dos direitos humanos, promoção da equidade étnico-racial, luta pelos direitos da mulher e justiça social seguem como marcas de uma Instituição que supera expectativas e entrega uma formação de qualidade para seus(suas) estudantes.

“Os 60 anos da Universidade Estadual da Paraíba representam a consolidação de um projeto de educação pública profundamente comprometido com o desenvolvimento do nosso estado e com a transformação social. Ao longo dessas seis décadas, a UEPB ampliou o acesso ao ensino universitário, formou gerações de profissionais e fortaleceu sua presença no ensino, na pesquisa, na extensão, na produção do conhecimento, na cultura e nas artes, contribuindo de forma decisiva para o avanço educacional, científico e social da Paraíba”, destacou

Nesse percurso, segundo ela, a Universidade também consolidou importantes políticas de inclusão e permanência estudantil, ampliando oportunidades para que cada vez mais jovens possam ingressar, permanecer e concluir sua formação no ensino médio, técnico e universitário.

Com um olhar humanizado, a UEPB foi uma das pioneiras na política de cotas para negros e revolucionou o ensino quando investiu nas ações afirmativas por meio da política de cotas de vagas, garantindo o acesso aos cursos de graduação e pós-graduação as pessoas indígenas, ciganas, negras, quilombolas, portadoras de deficiências, com vulnerabilidade socioeconômica, transgênero, travestis e transexuais. A resolução que estabeleceu essa conquista foi tida como um marco.

O alcance da UEPB

O tamanho da UEPB pode ser traduzido nos números. Estes chamam atenção. Atualmente, na graduação, a Universidade oferece ensino de qualidade para mais de 20 mil estudantes, em 62 cursos presenciais e seis em educação a distância, nas áreas da Saúde, Ciências Exatas, Tecnologia, Ciências Humanas e Sociais, Educação, além de receber cerca de três mil novos discentes por semestre.

Com oito Câmpus, 12 Centros e uma Faculdade, distribuídos em Campina Grande, Lagoa Seca, Guarabira, Catolé do Rocha, João Pessoa, Monteiro, Patos e Araruna, além da Unidade Acadêmica de Sousa e 20 polos EaD instalados nas cidades de Alagoa Grande, Cabaceiras, Campina Grande, Catolé do Rocha, Cuité de Mamanguape, Duas Estradas, Guarabira, Itabaiana, Itaporanga, João Pessoa, Lagoa Seca, Livramento, Monteiro, Patos, Piancó, Picuí, Pombal, Santa Luzia, São Bento e Taperoá a UEPB tem cumprido o seu papel social de formar cidadãos(ãs) éticos(as), socialmente responsáveis, comprometidos(as) com as transformações das realidades e principalmente contribuindo para o desenvolvimento educacional e sociocultural da Região Nordeste e, particularmente, da Paraíba. Uma travessia de seis décadas, marcada por desafios, lutas e vitórias.

A história da UEPB foi escrita por momentos decisivos e importantes desde a sua criação como Universidade Regional do Nordeste (URNe), em 15 de março de 1966, por meio da Lei Municipal Lei  nº 23,  passando pela Estadualização em 1987, conquistada por meio da Lei nº 4.977; pelo Reconhecimento do MEC em 1996, e a conquista da autonomia financeira, por meio da Lei Estadual nº 7.643 de 6 de agosto de 2004, que inaugurou uma nova fase na história da UEPB.

Pesquisas de ponta, tecnologias modernas com métodos científicos revolucionários dentro dos pilares da pesquisa, ensino e extensão. Assim, a UEPB deu um significativo salto nos programas de pós-graduação com a sua consolidação e expansão. Atualmente são 10 doutorados e 24 mestrados aprovados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal em Nível Superior (Capes), além de 14 cursos de especialização.

Redação com Codecom

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