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Sem acordo, greve nas universidades públicas caminha para quatro meses

 A greve que atinge 63 universidades e institutos federais e já se arrasta há 111 dias é mais uma face da crise política e econômica enfrentada pelo governo federal. Ontem, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) enviou ao Ministério da Educação (MEC) nova proposta (a terceira desde maio) para pôr fim à paralisação. Mas não há previsão de retorno às aulas.

 

O documento pede a abertura de concursos para 9.331 vagas, liberação de verbas para conclusão e início de obras, reajuste de 19,7% no salário inicial até 2017 e reestruturação de carreira dos professores.

Exigências

Para a reestruturação da carreira, o Andes reivindica que os professores com dedicação exclusiva ganhem 55% a mais em relação aos docentes com carga horária de 40 horas. Os ganhos de quem leciona 20 horas também deveriam equivaler à metade dos salários dos educadores que trabalham 40 horas por semana, de acordo com a proposta do sindicato.

 

Além disso, o Andes pede a manutenção do abono permanência, que permite ao professor, ao atingir a idade para se aposentar, não ter descontados do salário os impostos relativos à previdência. Na última segunda-feira, quando anunciou o novo pacote de corte nos gastos públicos, o governo sinalizou a revogação da medida. “Se a medida se efetivar, teremos muitas aposentadorias imediatas”, prevê Rizzo.

 

Os professores do campus de João Pessoa da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) decidiram em assembleia realizada última quinta-feira (17) manter a greve. A paralisação se prolonga por três meses e meio. Os professores e servidores estão de braços cruzados desde os dias 27 e 28 de maio, respectivamente. Uma nova assembleia deve ser realizada no dia 25.

 

Durante a assembleia do campus de João Pessoa, 159 professores votaram a favor da continuidade e outros 45 pelo encerramento da greve. Houve ainda quatro absetenções. No Campus de Areia foram 20 votos a favor, nenhum contrário e nenhuma abstenção.

 

Os professores do campus de Bananeiras também se reuniram em assembleia e mantiveram a greve.

 

Os professores iniciaram a greve por tempo indeterminado no dia 28 de maio. A pauta da paralisação é a campanha salarial, em conjunto com os demais servidores públicos federais do Poder Executivo, e questões de caráter mais específico, predominantemente relativas a benefícios, verbas, carreira e condições de trabalho.

Redação

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