Criado em 2013 com o Doutorado, o programa de Etnobiologia e Conservação da Natureza da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) tem contabilizado resultados positivos, contribuindo para elevação do nível da pós-graduação na Instituição. O Mestrado do programa, implantado dois anos depois, subiu da nota 4 para 5, na mais recente avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal em Nível Superior (Capes), o que comprova a evolução dos cursos stricto sensu da UEPB na busca pela excelência.
Em funcionamento no Câmpus de Campina Grande, em parceria com a Universidade Regional do Cariri (URCA) e com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), o Mestrado é o primeiro da UEPB a atingir a nota 5 na avaliação. Primeiro em Etnobiologia com esse formato da América Latina, o curso tem conseguido se destacar pela inserção internacional, materializada no substancial volume de artigos científicos publicados em revistas especializadas.
O coordenador do Mestrado, professor Rômulo Alves, comemorou o bom desempenho e disse que o resultado revela o indicativo de que o programa está trilhando estratégias para adquirir excelência da Capes. “Ficamos satisfeitos, porque a avaliação da Capes é um reconhecimento do que vem sendo feito pelos programas”, comemorou. Rômulo atribui a elevação do conceito a grande quantidade de publicação científica, a qualificação do corpo docente, com reconhecimento internacional, e ao esforço dos mestrandos. Desde a sua implantação, mais de 400 artigos científicos já foram produzidos e publicados pelos mestrandos, um dos principais critérios exigidos pela Capes.
Sobre a inserção, internacional, professor Rômulo explica que muitos professores e alunos do Mestrado têm conseguido publicar os artigos científicos em vários países, contribuindo assim para um planeta mais saudável, menos poluído e mais conservado, com os resultados dos seus trabalhos. “Os nossos alunos e professores têm produzido livros para editoras mundiais”, frisou. Sobre o corpo docente, o coordenador garante que os professores do programa são altamente qualificados e possuem amplo reconhecimento internacional.
O programa procura formar profissionais para atuar na conservação da biodiversidade, levando em consideração o elemento humano, principal responsável pelos problemas ambientais. Em relação ao futuro do curso, Rômulo Alves revela que a coordenação dos três Mestrados na UEPB, URCA e UFRPE, vai analisar com todos os docentes o relatório da Capes, observando os aspectos positivos e negativos, com a ideia de aprimorar o programa para que ele suba de conceito na próxima avaliação. “Esse é o momento ideal para traçarmos novas estratégias, porque estamos começando o primeiro ano do quadriênio”, destacou.
A pós em Etnobiologia e Conservação da Natureza nasceu inicialmente com o Doutorado e, em 2015, foi criada a primeira turna do Mestrado, que deve se formar no próximo ano, quando será aberta nova seleção. O PPGETNO conta atualmente com cerca de 40 alunos matriculados, que assistem aulas nas três universidades nordestinas parceiras. Embora a Biologia seja o foco do programa, o Mestrado não é restrito a biólogos e conta também com estudantes de outras áreas como Agronomia, Geografia, entre outras.
O corpo docente é formado por mais de 25 professores das três instituições, dos quais cinco são da UEPB. São eles: Rômulo Romeu da Nóbrega Alves, José da Silva Mourão, Thelma Lúcia Pereira Dias, Sérgio de Farias Lopes, todos do Departamento de Biologia, e Ana Cláudia Dantas de Medeiros, do Departamento de Farmácia. As linhas de pesquisa do programa são “Sistemas Cognitivos e uso dos recursos naturais”, “Bases ecológicas e evolutivas das relações entre pessoas e natureza” e “Conservação e manejo da fauna e flora em regiões tropicais”.
A etnobiologia é um campo em expansão e proeminente, em especial nos países em desenvolvimento, face à grande diversidade biológica e cultural que pode ser encontrada nessas regiões. Além disso, a problemática ambiental relacionada ao manejo e a conservação dos recursos naturais e a necessidade de desenvolver e descobrir novos produtos da natureza, de modo a atender a sempre crescente necessidade da humanidade por recursos biológicos, faz surgir à necessidade de formar recursos humanos habilitados para tratar essas questões de forma apropriada do ponto de vista teórico e metodológico.
Redação com assessoria
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