Para a psicóloga clínica Ana Sandra Fernandes, o impacto que a mídia provoca vem de vários instrumentos que possui para influenciar crianças e adolescentes. Ela explica que as crianças são consumidoras e que estimulam os pais também a consumir. “Então a gente tem aí um processo que é difícil, principalmente, porque a gente vive numa sociedade de consumo exacerbado e as crianças acabam sendo um elo muito frágil nessa história, porque tudo que elas veem, elas querem. Agora é muito importante essa presença e participação dos pais, primeiro para poder acompanhar as coisas que os filhos veem, querem e assistem, sobretudo quando se é criança”, analisa.
Ana Sandra diz que não dá para pegar uma criança e não ter controle das coisas que essa criança acessa num mundo midiático e que pode queimar etapas na sua formação. “É preciso que os pais acompanhem, estejam sempre por perto, tenham interesse, queiram saber, e o mais importante que eles conversem com os filhos sobre esses interesses, sobre todas essas questões, porque é natural que a criança veja e queira, porém, mais importante que isso, é que os pais possam participar desse processo, no sentido de orientar e explicar aquilo que é bom, que é válido. Um coisa que é também muito importante é que as crianças utilizam muito os pais como modelo”, observa.
A especialista acrescenta que é importante que os próprios pais se questionem, se eles não estão dando para os seus filhos um modelo de consumo, um modelo de como essa criança deve se comportar, e isso às vezes é fundamental, porque o que a criança está fazendo é reflexo da mídia sim, mas é reflexo também do que a família no modo geral, valoriza enquanto consumo. “Se, de repente, eu sou uma pessoa consumista, isso é um valor para mim, e é possível que os meus filhos tenham ali um encaminhamento que vai de encontro a aquilo que eu também sou. É claro que, para além dos pais, as crianças convivem com as escolas, tem outros amigos, os amigos tem as coisas e os filhos naturalmente querem ter também. Aí é fundamental que os pais tenham essa participação de entender que a criança não precisa ter tudo. O não é extremamente importante, ou seja, essa noção de limite”, explana.
Ana Sandra defende que é muito importante esse entendimento que não dá para ter tudo, e que os pais não podem dar tudo que a criança quer, sobretudo entendendo que eles possam está criando um problema muito mais sério para o futuro. Primeiro, que a situação daquela criança que tem tudo é complicada, porque ela vai ter uma dificuldade muito grande de lidar com a frustação. Segundo, porque ela acha que tudo tem que ser sempre sim para ela, e aí não dá, porque tem coisas que mesmo que se queira dar, não tem como, principalmente, porque tem coisas que o dinheiro não compra. “Se eu não preparo essas crianças para lidarem com a frustação, com o não, pode acontecer delas serem adultos, no futuro, extremamente frustrados por não terem aquilo que querem. Então, esses “nãos” são fundamentais. É o equilíbrio, porque a realidade está posta e ela não vai mudar”, conclui.
Redação
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