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Orçamento da UEPB não paga reajustes

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O ano letivo 2013 da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) poderá não ser concluído este ano. De acordo com informações do reitor da UEPB, Rangel Júnior, se a greve continuar por pelo menos mais uma semana, os alunos ficarão prejudicados. Ele apresentou o orçamento 2013 ontem pela manhã no Museu Assis Chateubriand (MAC), em Campina Grande, que concluiu pela impossibilidade de reajuste salarial para professores e servidores técnicos da instituição.

Conforme o reitor, os dados apresentados são provas de que a UEPB não tem recursos para o reajuste solicitado pelos docentes, de 17,7% e dos servidores, de 10,5%. “Esses dados serão disponibilizados para toda a sociedade e também estarão disponíveis na internet. Infelizmente se a greve permanecer por mais uma semana, o ano letivo 2013 não será finalizado este ano, prejudicando os alunos nos 18 campi da instituição, especialmente aqueles que estão prestes a se formar”, contou.

De acordo com os dados, que foram apresentados a toda comunidade acadêmica, inclusive para as categorias em greve, dos R$ 231,360 milhões do orçamento deste ano, R$ 201 milhões são gastos com o pagamento dos funcionários, o que equivale a 87% do total. Por mês, essa quantia significa um gasto de R$ 16,750 milhões, somente com a folha. Os outros 7% do orçamento foram disponibilizados para despesas correntes e os 6% restantes, para o capital da instituição.

Em 2012, o orçamento foi um pouco menor, de R$ 235,773 milhões, sendo que R$ 189,478 (cerca de 80%), foi disponibilizado para o pagamento dos funcionários. O piso atual do professor graduado é de R$ 3.063,26 e do servidor técnico com nível superior é de R$ 3.026,24. Os dados também mostram que houve reajustes, acompanhando a inflação, em ambas as categorias. De 2009 para 2012 houve um reajuste de 22,54% na inflação, sendo que o reajuste das categorias foi de 25,2%.

“Nós decidimos apresentar o orçamento para que fique bem claro que a UEPB não tem condições de oferecer esses reajustes. Eu faço um apelo para que as categorias compreendam que estamos em um momento difícil. Não há possibilidade de reajuste”, intercedeu o reitor, que também afirmou que mesmo que a greve continue, os servidores e professores não serão penalizados.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior da Paraíba (Sintespb), Severino dos Ramos, a dificuldade enfrentada hoje pela UEPB é vivida pela perda de sua autonomia.

“Precisamos recuperar essa autonomia. Não estamos lutando apenas por salário, mas pelo bem da própria universidade. A nossa intenção é continuar acampados na reitoria e vamos nos reunir para acampar também na granja onde mora o governador Ricardo Coutinho, em João Pessoa, para que as nossas reivindicações sejam atendidas”, afirmou.

Conforme o presidente da Associação dos Docentes da UEPB (ADUEPB), José Cristóvão de Andrade, os reajustes oferecidos pela UEPB nos últimos anos acompanharam a inflação, mas não o “valor de compra”. “Vamos continuar em greve sem tempo determinado para acabar. Se não há condições para o reajuste que pedimos é porque não houve planejamento pela gestão anterior”, disse o presidente da associação. A greve dos servidores técnicos já dura 12 dias. Os docentes paralisaram suas atividades por três dias, a partir do dia 21 do mês passado e depois deflagraram a greve, sem data para acabar.


Jornal da Paraíba

 

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