Por pbagora.com.br

Nesta quarta-feira, dia 18, a partir das 18h30, o Teatro Municipal Severino Cabral sediará o “I Encontro Documentos, Memória, Preservação e Difusão: Experiências de Pesquisas Histórico-Documentais” .

O Projeto Resgate de Documentação Histórica Barão do Rio Branco (Projeto Resgate) foi criado institucionalmente, em 1995, por meio de protocolo assinado entre as autoridades portuguesas e brasileiras no âmbito da Comissão Bilateral Luso-Brasileira de Salvaguarda e Divulgação do Patrimônio Documental (COLUSO). Tem como objetivo principal disponibilizar documentos históricos relativos à História do Brasil existentes em arquivos de outros países, sobretudo Portugal e demais países europeus com os quais tivemos uma história colonial imbricada.

O evento é uma realização da UFCG, Parque Tecnológico da Paraíba, Projeto “Catálogo Geral dos Manuscritos Avulsos e em Códices Referentes à História Indígena e Escravidão Negra no Brasil” e conta com o apoio do Instituto Histórico de Campina Grande “Casa Elpídio de Almeida”.

 

Os palestrantes são Esther Caldas Guimarães Bertoletti, Doutora Honoris Causa – 2012 (UFBA) pelo reconhecimento no Brasil e no exterior diante da sua atuação na salvaguarda e difusão das fontes históricas, Sócia do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e André Ricardo Heráclio do Rêgo, Pós Doutorando PUC Lisboa-PT, Diplomata e Conselheiro da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), Lisboa, Portugal.

A coordenação dos trabalhos está a cargo da Doutora Juciene Ricarte Apolinário, Professora da Unidade de História da UFCG e Vice Presidente do Instituto Histórico de Campina Grande.

Apóiam na organização Janaílson Macedo Luiz, Thomas Bruno Oliveira e Maria Ida Steinmuller, presidente do Instituto Histórico de Campina Grande.

Na oportunidade serão entregues diplomas dos novos sócios do IHCG e lançamento de livros dos sócios e historiadores convidados.

 

Sobre o Projeto Resgate Barão do Rio Branco

 

Desde 1996, o Ministério da Cultura coordena o Projeto Resgate, iniciativa bilateral Portugal/Brasil conduzida no contexto das comemorações dos 500 anos do descobrimento. O significado e importância da proposta residem no apoio à preservação da memória histórica nacional e na democratização do acesso ao patrimônio documental brasileiro. Teve ampla participação da comunidade científica, de empresas privadas e de várias instituições estatais, nos dois lados do Atlântico (agências de fomentos à pesquisa, universidades, secretarias de estado da cultura, prefeituras, fundações, arquivos estaduais, Ministérios da Cultura, da Ciência e Tecnologia e das Relações Exteriores etc.). Mais de 110 instituições públicas e privadas, brasileiras e portuguesas e mais de uma centena de pesquisadores desenvolveram iniciativa sem precedentes na preservação em meio digital dos suportes documentais da memória nacional.

 

Aproximadamente 150.000 documentos dos sécs. XVI-XIX (cerca de 1,5 milhão de páginas manuscritas) relativos a 18 capitanias da América portuguesa e depositados no renomado Arquivo Histórico Ultramarino de Lisboa (AHU) – o maior acervo de documentação colonial brasileira no exterior – foram descritos, classificados, microfilmados e digitalizados. Publicaram-se 20 catálogos em 27 volumes, quatro guias de fontes e 380 CD-ROMs de documentos digitalizados. O penúltimo catálogo da documentação (Capitania da Bahia) está no prelo. No Brasil, os arquivos estaduais receberam cópia microfilmada da documentação pertinente ao passado colonial de seus respectivos territórios e a Biblioteca Nacional acolheu toda a coleção de microfilmes.

 

 

 

Redação com assessoria