Por pbagora.com.br

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) deve romper o contrato com o Connasel, consórcio responsável pela prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que vazou na última semana e foi adiada. A decisão deve ser anunciada nesta noite pelo presidente do Inep, Reynaldo Fernandes.

Com o rompimento, uma das possibilidades é fazer um contrato emergencial com outra empresa para aplicar a prova. Este tipo de contrato é feito sem licitação. O MEC também pode assumir a logística do exame e tentar aplicá-lo com auxílio de entidades do governo, como as Forças Armadas e os Correios.

 

O órgão e o consórcio vão voltar a se reunir no começo da noite desta segunda-feira (5), em Brasília. No último encontro, na sexta (2), o Connasel pediu mais tempo para apresentar informações sobre os procedimentos logísticos da prova. O ministro Fernando Haddad passou o final de semana reunido com seu gabinete para tentar definir diretrizes para o novo Enem.

Investigação

Nesta segunda-feira (5), mais três pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal (PF) por suspeita de envolvimento no vazamento das provas do Enem. As informações são da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, que não forneceu a identidade dos suspeitos. No total, cinco pessoas já foram indiciadas.

No sábado (3), já haviam sido indiciados por suspeita de participação no vazamento o publicitário e dono de uma pizzaria Luciano Rodrigues e o DJ Gregory Camillo Craid.

 

A notícia de quebra do sigilo do exame, revelada pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, fez com que o Ministério da Educação cancelasse, na quinta-feira (1º), a prova que seria aplicada no sábado (3) e no domingo (4) para mais de 4 milhões de estudantes.

 

 

 

G1