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Professores da UEPB recusam proposta da Reitoria e mantêm greve; movimento vai completar dois meses

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A greve dos professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), iniciada no dia 22 de setembro, segue sem previsão de solução. O comando do movimento, coordenado pela Associação dos Docentes (Aduepb) decidiu rejeitar a nova proposta apresentada pela Reitoria da instituição.

A tentativa de acordo previa um deságio de 40% sobre o valor devido e pagamento do restante dos valores divididos em 24 parcelas. Apesar do avanço, a proposta não agradou os professores da instituição, que consideraram a proposta como “unilateral e profundamente equivocada”.

Nos bastidores, os integrantes do movimento consideram que a nova proposta é muito semelhante as últimas tentativas de acordo e não atendem as demandas da categoria. Com a decisão, as atividades na instituição de ensino seguem paralisadas por tempo indeterminado.

Confira a nota da Associação:

O Comando de Greve da ADUEPB (Associação das/dos Docentes da UEPB/Seção Sindical do ANDES – SN) vem a público explicar e contestar a nota emitida pela Reitoria da UEPB na noite de 04 de novembro de 2025, que, de forma unilateral e profundamente equivocada, anuncia uma “proposta para o fim da greve” e tenta se posicionar como parte da solução para um conflito que persiste, justamente, pela falta de diálogo efetivo e propostas que contemplem a totalidade de nossas reivindicações.

Fomos surpreendidos com uma publicação que não apenas distorce a realidade do nosso movimento paredista, mas que também demonstra uma lamentável superficialidade na compreensão das demandas de uma categoria que luta pela valorização de seu trabalho e pela defesa da universidade pública.

A Reitoria da UEPB, em sua comunicação, limitou-se a abordar um único ponto de nossa ampla pauta – a “negociação do pagamento dos retroativos das progressões funcionais” – e, ainda assim, de uma maneira insatisfatória.

A nota, cortina de fumaça, publicada pela reitoria da UEPB, só provocou tumulto e uma compreensão equivocada da luta da categoria. A pauta da Greve das/os Docentes da UEPB não é restrita ao justo pagamento do retroativo das progressões funcionais atrasadas desde 2018 (janeiro de 2018 a maio de 2023).

Por que a Reitoria não apresentou alternativas na referida nota para os seguintes pontos:

1. Quais os procedimentos que serão tomados pela administração da UEPB para combater o descumprimento da “Lei de Autonomia”?

2. Como a Reitoria conduzirá a conclusão das despesas de 2025 (pagamento de folha de pessoal e custeio), se a própria gestão alega não ter recurso?

3. Como irá enfrentar o corte no orçamento de 2026 apresentado pelo governo na LOA 2026, quando o proposto nos revela que será mais um ano de crise financeira?

4. Por que não apresentou uma proposta para a “recomposição das perdas inflacionárias”, entre 2019 e 2024, as quais correspondem a um percentual de 22,97%?

5. Quando irá convocar as/os docentes do cadastro de reserva do Concurso Docente Edital 001/2022”?

6. Quando irá apresentar calendário para a realização de novo concurso público, visto o elevado número de professoras/professores substitutas/os?

7. Quais os esforços envidados para a instauração da mesa tripartite (sindicato, administração, governo), sem a qual não avançaremos na negociação da ampla pauta?

A ADUEPB/Comando de Greve vem a público comunicar que a greve na instituição permanece porque não tivemos avanço efetivo. Apesar das tentativas de diálogo com o Governo do Estado, ainda continuamos aguardando a instauração da mesa de negociação a fim de que as pautas da greve sejam debatidas e as possibilidades de acordos possam ser pensadas para que a categoria, em assembleia, avalie e delibere.

Todo e qualquer acordo do qual não participam o Sindicato Docente/Comando de Greve não condiz com os princípios democráticos que regem a nossa instituição e o respeito ao processo negocial.

Reiteramos ainda que esta prática antissindical da reitoria da UEPB pode ser caracterizada como uma manobra política, reveladora da aliança com o Governo do Estado, da sua perda de autonomia e da aparente condição de subserviência na qual se coloca. E o mais grave: mostra uma disposição para a intervenção no movimento grevista, de desrespeito ao sindicato/comando de greve instituído – atitude e prática ilegítimas.

Diante do exposto, reafirmamos a necessidade de continuarmos discutindo os problemas que estamos vivenciando na UEPB, assim como pensarmos conjuntamente na melhor maneira de superá-los e construirmos alternativas viáveis que o futuro da instituição, razão pela qual toda e qualquer proposta ou de discussão sobre a greve requer a negociação e mediação da mesa tripartite.

PB Agora

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