Com abrangência nacional e convocada por dez centrais sindicais, uma greve geral marcada para a próxima sexta-feira (14) promete paralisar serviços variados nas principais capitais brasileiras. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a mobilização é "contra a reforma da Previdência, contra os cortes na educação e por mais empregos". Estão previstas mobilizações em todos os estados e no Distrito Federal. Em Campina várias entidades como a ADEUEPB e ADUFCG já aderiram ao movimento e planejam atividades de mobilização até a próxima sexta-feira (14).

 

O setor de transportes deve ser um dos mais afetados pela greve. Sindicatos de metroviários e rodoviários confirmaram, nos últimos dias, adesões parciais ou totais à greve. As capitais São Paulo, Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte e Salvador (BA), além de Brasília, deverão estar entre as mais impactadas, segundo previsão das centrais. Na capital federal, a expectativa é que não haja serviços de ônibus e nem de metrô, cuja categoria já esta em greve desde 2 de maio e trabalhando com atividade reduzida.

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Segundo a CUT, está prevista a adesão total ou parcial de bancários, professores, metalúrgicos, trabalhadores da Educação, da saúde, de água e esgoto, dos Correios, da Justiça Federal, químicos e rurais, portuários, agricultores familiares, motoristas, cobradores, caminhoneiros, eletricitários, urbanitários, vigilantes, servidores públicos estaduais e federais, petroleiros, enfermeiros e previdenciários.

 

Pautas

 

A oposição à reforma da Previdência, aos bloqueios orçamentários na educação e o desemprego são as principais bandeiras da mobilização, segundo os organizadores. A Força Sindical divulga em seu site um modelo de abaixo-assinado "em defesa da Previdência Social e das aposentadorias", a ser entregue ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Os líderes sindicais têm coletado assinaturas com os trabalhadores simpáticos ao movimento.

 

“Além de não apresentar ao país uma proposta de retomada do crescimento econômico com geração de emprego e distribuição de renda, o governo Bolsonaro quer jogar a conta da crise nas costas dos trabalhadores e acabar com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas.

 

ADUEPB – Os professores da UEPB aprovaram numa assembleia, hoje pela manhã, a adesão da categoria à Greve Geral, dessa sexta-feira, 14 de junho. Os professores avaliaram que a adesão à greve de sexta-feira é fundamental para tentar barrar a proposta de destruição de previdência, os cortes em todos os níveis da educação e por mais empregos. A aprovação da paralisação foi por unanimidade dos participantes.

 

ADUFCG – A diretoria da ADUFCG está intensificando as atividades de mobilização, convocando a categoria para a Greve Geral de 14 de junho (Sexta-feira). Panfletagens e visitas a salas de aula ocorrem desde a semana passada e a programação inclui uma e plenária unificada de estudantes, técnicos, trabalhadores terceirizados e docentes.

 

A adesão à Greve Geral dos professores da UFCG foi deliberada, por unanimidade, na última assembleia geral da categoria, ocorrida no dia 29 de maio, em vários campi da UFCG. No mesmo dia, os docentes decidiram pela adesão ao 2º Dia Nacional de Lutas pela Educação Pública, realizado no dia 30/06, com grande apoio popular em Campina Grande e outras cidades da Paraíba.

 

Dentro da programação de mobilizações, amanhã ocorrerá uma panfletagem e mobilização no Hospital Universitário Alcides Carneiro, em Campina Grande, às 8h e às 14h. Na Quarta ocorrerá a plenária unificada e a na sexta-feira, dia da Greve Geral, a concentração ocorrerá a partir das 7h, em frente ao portão principal da UFCG, para em seguida iniciar uma marcha até o Centro da cidade.

 

 

Redação

 

 


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