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Educação sexual ainda é tabu na PB e adolescentes sofrem com a falta de informação

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A educação sexual no Brasil ainda não é um assunto fácil de ser discutido. Em um país de dimensão continental, não só zonas mais rurais e no interior, mas também as principais capitais enfrentam questões culturais, políticas e religiosas que interferem no esclarecimento da sexualidade. Na Paraíba não é diferente, segundo afirma o o doutor em Educação e professor da disciplina Educação Sexual da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Joseval Miranda que destaca que criou-se na Paraíba uma visão equivocada de que o ensino sobre educação sexual é incentivar à iniciação precoce da vida sexual.

“Muito pelo contrário, estudos comprovam que quanto mais esclarecidos e bem informados os adolescentes são, mais tarde iniciam a vida sexual. A sociedade precisa entender que a educação sexual vai muito além de orientar sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), gravidez precoce ou métodos contraceptivos. É trabalhar com conhecimentos do campo da sexualidade humana para que os jovens aprendam a lidar com as mudanças que acontecem no seu corpo, na sua subjetividade, vivendo a vida sexual com responsabilidade”, comentou o professor Joseval.

O especialista, ressalta que o professor, além da família, exerce um importante papel na sexualidade da criança, orientando-a no dia-a-dia. Porém, para educar é preciso que o educador esteja preparado para tal tarefa, entendendo a importância da educação sexual na escola e buscando uma prática mais reflexiva para que os tabus sejam quebrados.

A sexualidade sempre foi um tema de difícil discussão, sobretudo para crianças. A curiosidade, a descoberta das diferenças no próprio corpo e no corpo do outro, a descoberta das carícias e a fonte incontestável de prazer que o sexo representa, fizeram do assunto um tabu e algo que “não é conversa para crianças” contribuindo ainda mais na imaginação de cabecinhas ansiosas por informações.

Segundo o professor por todos esses motivos se torna necessário que escola tenha educadores preparados para esclarecer as dúvidas dos alunos. É importante que o professor demonstre que as manifestações da sexualidade infantil são prazerosas e fazem parte do desenvolvimento saudável de todo ser humano, dessa forma o professor estará contribuindo para que o aluno reconheça suas necessidades e desejos, ao mesmo tempo em que aprende as normas de comportamento necessário para viver em sociedade.

Dados No Brasil, são feitos 26 mil partos de mães entre 10 e 14 anos, enquanto quatro meninas de até 13 anos são estupradas por hora, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2019. Na mesma faixa etária, seis abortos são realizados por dia em meninas que conseguem o direito de interromper a gravidez, de acordo com o Sistema de Informações Hospitalares do SUS.

Redação

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