Corinthians superou suas próprias limitações técnicas, se fortaleceu no apoio incondicional de sua torcida e na categoria de seu camisa 10 para superar o afortunado Flamengo dentro da Arena de Itaquera nessa quarta-feira. Com o drama que lhe é característico, o Timão fez 2 a 1 nos rubro-negros e garantiu vaga na final da Copa do Brasil.

A festa proporcionada pela Fiel, com direito a mosaico e muitos fogos, além do apoio passado no treino de véspera, encorajaram o Corinthians nos minutos iniciais. O time de Jair Ventura ocupou o campo de ataque e centralizou as jogadas no cérebro da equipe: Jadson. O prêmio pela postura não demorou a vir. Justamente dos pés do camisa 10 corintiano saiu um lindo lançamento nas costas de Pará. Danilo Avelar não desperdiçou a chance e fez explodir a Arena, muito graças ao desapego de Éverton Ribeiro na marcação.

A partir daí os donos da casa passaram a encontrar mais dificuldades. Aos poucos, os visitantes foram impondo seu futebol de toque de bola e forçando os paulistas a recuar. Apesar disso, o lance do gol de empate pode-se dizer que teve muita participação da sorte, ou do acaso, talvez.

Willian Arão, revelado pelo Corinthians enfiou a bola para Pará entre Clayson e Avelar. O lateral foi tentar o cruzamento para Henrique Dourado, mas viu o zagueiro corintiano, xará do centroavante flamenguista, mandar a bola para dentro do próprio gol, em desvio com o braço.

O incomodo das arquibancadas com o empate só aumentou quatro minutos depois, quando Fagner sentiu a coxa esquerda e pediu substituição. O lateral da Seleção Brasileira deu lugar a Gabriel. Mantuan, reserva imediato da posição, acabou preterido por Jair Ventura.

Na prática, foi justamente por aquele lado que o Flamengo criou suas melhores situações de ataque. Por isso, inclusive, não foram poucas as vezes que Romero discutiu com o sistema defensivo alvinegro na tentativa de acertar os posicionamentos.

Apesar dos times terem voltado para a etapa final sem alterações, o panorama da partida foi diferente. Mesmo diante de claras dificuldades técnicas de seus jogadores, o Corinthians voltou a frequentar o setor ofensivo, com o ajuste necessário feito na defesa. O problema é que os espaços começaram a aparecer para os contra-ataques do Flamengo.

Dessa forma, os cariocas tiveram duas oportunidades de testar Cássio. Primeiro com Paquetá e depois com Vitinho, atacante que entrou na vaga do lesionado Diego. Em ambas o goleiro corintiano garantiu a manutenção do empate.

 

Jair Ventura, então, aceitou as solicitações da torcida e mandou Pedrinho para o jogo. Bendita troca para os corintianos. Apenas 18 segundos depois, o jovem atacante correria para abraçar seu treinador após balançar as redes de Diego Alves.

O Flamengo tentou abafar a saída de bola da defesa do Corinthians e acabou pagando caro por isso. Mateus Vital precisou de duas tentativas, mas conseguiu achar Romero na ponta esquerda. O paraguaio trabalhou pelo meio e Jadson, em um simples toque de primeira, serviu Pedrinho. O camisa 38 não titubeou. Cortou e bateu seco, no contrapé do goleiro rubro-negro.

A Arena explodiu com o momento alvinegro. O cenário quase se desenhou perfeito pouco depois, quando Henrique subiu livre dentro da área e testou uma bola que raspou a trave de Diego Alves.

Como era de se imaginar, os minutos finais foram dramáticos, com o Flamengo tentando ao menos o empate a todo custo, mas já com Araos na vaga de Vital, o Timão se segurou, se livrou de uma bola na trave aos 47 e administrou sua vantagem e garantiu a festa de sua torcida com mais uma classificação à final de uma Copa do Brasil.

Sob pressão, os cariocas agora só terão o campeonato Brasileiro pela frente. O desafio próximo será contra o Bahia, em Salvador, às 21h de sábado. No mesmo dia, um pouco mais cedo, às 19h, o Corinthians visitará o América, em Minas.

 

 

Cruzeiro – O Cruzeiro está na final da Copa do Brasil. Em duelo na noite desta quarta-feira, no Mineirão, a Raposa empatou com o Palmeiras por 1 a 1 e se garantiu na decisão do torneio para buscar o bicampeonato consecutivo após triunfo magro no Allianz Parque. Barcos aplicou novamente a Lei do Ex no primeiro tempo morno, Felipe Melo empatou na etapa final, mas o Verdão não conseguiu a virada que levaria para os pênaltis.

Antes de a bola rolar, a festa já era espetacular no Mineirão. Animada, a torcida do Palmeiras cantou sem parar desde o início do aquecimento de seus goleiros até o final dos trabalhos em campo, com cantos de “time da virada” e “Palestra Itália só tem um”. A torcida celeste, guardando os gritos para quando a bola começasse a rolar, e talvez prevendo o final feliz, pouco se manifestou.

Fugindo do habitual, a equipe de Luiz Felipe Scolari fez um longo aquecimento: entrou antes e deixou o gramado depois dos cruzeirenses. Tudo com o intuito de ‘sentir’ o jogo. Mas quando o árbitro Wagner Magalhães apitou o início da decisão, os alviverdes pareciam ainda não ter entendido a dinâmica da partida.

Precisando de ao menos um gol, o Verdão entrou receoso de ver sua defesa vazada e permitiu que o Cruzeiro acalmasse os ânimos no início. O desempenho ruim de Borja, Marcos Rocha e Willian, além de todo o setor de meio-campo, somado à linha defensiva baixa, fez com que a Raposa tivesse tranquilidade para se defender, retomar as segundas bolas e avançar com espaço.

E justamente em uma sequência de erros individuais, o Cruzeiro abriu o placar aos 26 minutos do primeiro tempo. Diogo Barbosa perdeu disputa no ataque, Antônio Carlos tentou deixar Barcos impedido, mas errou, e Weverton foi lento ao sair do gol e tentar abafar o argentino, que o driblou e mandou para as redes. Foi a nova ‘Lei do Ex’ na semifinal, já que o camisa 28 já havia marcado no Allianz Parque.

O Palmeiras não conseguia furar o bloqueio defensivo dos mandantes, e a primeira e única finalização da equipe na etapa inicial saiu apenas aos 39 minutos, com Moisés, que obrigou bela defesa de Fabio. O Cruzeiro ainda teve nova chance antes do intervalo, quando Rafinha se aproveitou de novo erro de Marcos Rocha, escolha de Felipão para a partida, mas bateu fraco. Apenas três chutes no total em 45 minutos iniciais de pouca inspiração dos dois lados.

 

Ao apito final do primeiro tempo, a torcida visitante, muito barulhenta durante todo o jogo, se calou de preocupação. O Palmeiras de Felipão havia saído atrás no placar apenas três vezes, sem ter conseguido vencer em nenhuma destas (duas derrotas e um empate). Bastaram quatro minutos após o intervalo, porém, para a esperança e os gritos voltarem ao lado verde das arquibancadas.

Após reclamar muito com Borja durante todo o primeiro tempo, Felipão sacou o colombiano, junto com Bruno Henrique, e colocou Deyverson e Guerra em campo. E com quatro jogados, Dudu cobrou escanteio, Felipe Melo ganhou de Dedé pelo alto, mandou para as redes e fez renascer a esperança palestrina. Redenção para o camisa 30, único volante em campo e que havia acabado de levar um cartão amarelo.

O gol fez o Palmeiras adiantar suas linhas e pressionar o Cruzeiro, que permitiu o abafa na esperança de conseguir um contra-ataque para matar o jogo. Mano Menezes sacou Thiago Neves e Barcos para as entradas de Bruno Silva e Sassá. As alterações fecharam ainda mais a equipe, mas o centroavante deu muito trabalho em jogadas de pivô na frente.

O posicionamento ofensivo fez o Alviverde levar perigo, mas erros de passe, a falta de ritmo de jogo de Guerra, que se movimentou bem, mas esteve mal tecnicamente e o cansaço pelos mais de oito mil quilômetros de viagem em uma semana não permitiram o segundo gol visitante.

O Cruzeiro, por sua vez, melhor fisicamente, equilibrou as ações nos 15 minutos finais e quase balançou as redes em cabeçada de Dedé. A defesa de Weverton, porém, não fez falta para a Raposa, que com o empate por 1 a 1, se classificou à final da Copa do Brasil.

 

Gazetapress

 


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