A montadora alemã Volkswagen vai cortar durante o ano de 2009 todos os empregos temporários, que eram de 16.500 no mundo no final de 2008, anunciou o presidente mundial da empresa, Martin Winterkorn, em entrevista à revista alemã "Der Spiegel", divulgada neste sábado (28).

Em 2009, "não empregaremos nenhum funcionário temporário. É horrível para os afetados, mas não há outra solução", disse o presidente da empresa.

O G1 procurou a assessoria de imprensa da Volkswagen para saber os impactos da demissão de temporários no Brasil, mas as informações só poderão ser passadas na segunda-feira porque não há expediente administrativo na montadora no fim-de-semana.

Em janeiro, Volkswagen dispensou 150 dos 800 temporários da unidade de Taubaté (SP). Outros 450 temporários foram efetivados e 200 contratos temporários acabaram renovados.

Somente na unidade de Taubaté, a empresa tem outros 600 empregados contratados por prazo determinado, com vencimento do contrato nos meses de setembro e novembro de 2009.

De acordo com a assessoria de imprensa, a empresa avalia todos os meses a necessidade do aumento de produção, mas até o momento ainda não teve paradas de fabricação.

 

Na quinta-feira (26), a General Motors do Brasil começou a dispensar 1.633 empregados com contrato temporário de trabalho da unidade de São Caetano do Sul (SP) e colocou em licença remunerada 900 trabalhadores por 30 dias.

 

A Volkswagen vinha evitando, em nível mundial, fazer previsões sobre a redução dos temporários, mas há pouco tempo o diretor financeiro da empresa, Hans Dieter Pitsch, avisou que "teria de se desfazer da maioria se a conjuntura não melhorasse".

Na Alemanha, a Volks empregava no fim de 2008 cerca de 4.500 temporários. Muitas das demais vagas estão no leste da Europa ou no Brasil.

 

Empregados fixos

Na entrevista à "Der Spiegel", Martin Winterkorn garantiu que os empregos do pessoal fixo da Volkswagen não estão, em compensação, ameaçados por enquanto. "Ninguém aqui ainda está pensando em demissões ou algo parecido", declarou.

"Com a carga horária de trabalho reduzida, conseguimos não fabricar estoques de carros. E temos uma semana de trabalho de 35 horas que podemos reduzir a 28 horas. Podemos também limitar a produção e garantir a manutenção do pessoal fixo. Para este ano, não vejo nenhum problema", acrescentou Martin Winterkorn.

A VW emprega no total aproximadamente 330.000 pessoas no mundo.

 

G1

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