Com renda em alta e dólar num dos níveis mais baixos da história, os brasileiros estão viajando como nunca ao exterior. O destino mais procurado é a América Latina. Não só a língua facilita a vida dos turistas, como também a moeda. Nem é preciso recorrer à divisa norte-americana. O real vale muito e é aceito sem restrições. O que seria um sonho pode se transformar rapidamente, porém, num pesadelo se o viajante desavisado deixar para sacar o dinheiro no exterior ou se não se lembrar de avisar à administradora de cartão de crédito que vai passar a usá-lo fora do país.
Nessa situação ficou a funcionária pública Eliane Correia. Pensando que seria fácil sacar de sua conta-corrente, Eliane levou poucos reais para o passeio ao Uruguai. Não conseguiu retirar o dinheiro e precisou ser salva pelas amigas, que dividiram as despesas. “Ainda bem que não tive problemas com o cartão de crédito. Mas, no fim da viagem, fiquei regulando os pesos uruguaios para pagar o táxi. Também me surpreendi com o fato de que muitos bares, restaurantes e mesmo lojas não aceitam cartão de crédito no Uruguai”, contou.
O motivo para os lojistas recusarem o cartão, segundo Eliane, é a taxa cobrada pelas bandeiras. No Uruguai, ela chega a 14%. É excessivamente alta, principalmente para um país com a moeda desvalorizada. Dez reais, por exemplo, valem mais de 100 pesos uruguaios. Para evitar esse tipo de transtorno, os bancos fazem algumas recomendações aos clientes. Segundo o gerente de uma grande instituição financeira, é sempre bom levar algum dinheiro.
Mesmo contando com cartão de débito internacional e agência do seu banco no exterior, o cliente não deve se esquecer de que precisará avisar que vai fazer saques lá fora. Idêntico procedimento deve ser tomado em relação ao cartão de crédito. Para não correr o risco de ter a operação recusada, a comunicação é necessária. “É uma questão de segurança”, esclareceu o gerente.
Comunicação
O Itaú Unibanco, por exemplo, que possui agências na Argentina, Uruguai , Paraguai e Chile, informa que seus clientes podem sacar, no exterior, diretamente de sua conta-corrente. Para que a retirada ocorra sem problemas, no entanto, é preciso avisar o banco antes da viagem. A comunicação poderá ser feita por telefone, internet ou pessoalmente na agência a que ele for ligado. A operação, no entanto, não é nada barata. Segundo o banco, cada saque feito em conta nesses países custa R$ 9.
Os clientes do cartão de crédito devem avisar a central em caso de viagem ao exterior, recomenda o Itaú Unibanco. “Dessa forma, suas operações serão reconhecidas”, esclareceu a assessoria de imprensa da instituição. Quando a comunicação não é feita, existe a possibilidade de a central, por precaução, bloquear o cartão por não reconhecer o padrão de transações. Caso isso ocorra, o cliente deve ligar para o número da central no Brasil e solicitar a liberação.
Segundo a Diretoria Internacional do Banco do Brasil, saques da conta no exterior só podem ser feitos em situações emergenciais ou se o cliente enviar, antes de viajar, uma ordem de pagamento ao país de destino, em seu próprio benefício. Na Argentina, é ainda mais complicado, pois há uma série de limites e restrições a operações de câmbio com não residentes.
“A agência do Banco do Brasil em Buenos Aires não tem condições de atender os brasileiros que queiram realizar saques diretamente de suas contas correntes no Brasil”, reconheceu o BB. No futuro, quando estiver concluído o processo de integração do Banco da Patagônia com o BB, será possível fazer o saque em conta. Por enquanto, isso só pode ser feito se o turista em situações como um roubo, mediante a apresentação do boletim de ocorrência policial.
De acordo com a área internacional do BB, o saque com cartão de crédito é possível na rede de caixas eletrônicos de bancos filiados às redes Visa/Plus, Mastercard/Cirrus ou American Express. Mesmo assim, antes da viagem, é necessário dirigir-se aos canais de atendimento ou à própria agência bancária no Brasil e solicitar a habilitação para uso no exterior.
Os clientes do Bradesco também têm acesso a saques no exterior nos caixas automáticos conveniados à rede Plus para os cartões de débito e crédito da bandeira Visa e nos caixas da rede Cirrus, para os cartões de crédito da bandeira Mastercard. Segundo a assessoria da instituição, os cartões da American Express permitem retirada de recursos nos caixas e nas casas de câmbio da própria companhia. Em todos os casos, as pessoas devem solicitar a liberação do serviço.
Ter acesso a dinheiro no exterior é caro. O BB não forneceu o valor da tarifa, mas explicou que, nela, estão incluídos o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a taxa de conversão de moedas. De acordo com o Bradesco, para saques com cartão de crédito internacional Gold e Platinum (bandeiras Visa e Mastercard), Visa Infinite e Mastercard Black, a cobrança é de 2,42% sobre o valor da operação mais US$ 2,50 em cada transação. Para saques com cartão de crédito American Express, a taxa é de 2,5% sobre o valor retirado.
Correio Braziliense
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