Vendas no varejo sobem 6,2% em maio; Paraíba cresce 15,3%, diz IBGE
A mídia nacional repercutiu nesta terça-feira (12) crescimento das vendas no varejo e a Paraíba foi destaque como um dos Estados com as principais altas no volume de vendas (15,3%), ficando atrás apenas de Tocantins e Acre.
Confira a matéria completa:
As vendas do comércio varejista brasileiro subiram 0,6% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com maio do ano passado, as vendas do varejo tiveram alta de 6,2% em maio deste ano.
Apesar da alta de maio, em junho pode haver uma desaceleração, de acordo com dados já divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Em junho, as vendas no varejo subiram 8,66% na comparação com idêntico mês do ano passado, mas recuaram 4,79%, em relação a maio, segundo a CNDL e o SPC.
A desaceleração do sexto mês do ano se deve basicamente ao fato de que maio teve o Dia das Mães e mais dias úteis, pois em junho houve o feriado de Corpus Christi.
O resultado divulgado hoje pelo IBGE ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam um desempenho entre uma queda de 0,60% e uma expansão de 1,90%, e colado à mediana, de +0,65%.
Nesse confronto com maio do ano passado, as projeções variavam de uma alta de 3,70% a 8,50%, com mediana de 6,70%. Até maio, as vendas do setor acumulam altas de 7,4% no ano e de 9,2% nos últimos 12 meses.
Veículos e construção
As vendas do comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registraram crescimento de 1,0% em maio ante abril. A expansão da receita nominal no período foi de 0,5%, segundo o IBGE.
Na comparação com maio de 2010, as variações foram de 12,8% para o volume de vendas e de 14,5% para a receita nominal. No acumulado do ano e dos últimos 12 meses, o setor apresentou taxas de 9,2% e 10,5% para o volume, e de 12,1% e 13,4% para a receita nominal de vendas, respectivamente.
A atividade de veículos, motos, partes e peças teve expansão de 25,9% nas vendas em relação a maio de 2010, acumulando nos cinco primeiros meses do ano e nos últimos 12 meses variações de 11,9% e 12,1%, respectivamente. Segundo o IBGE, a redução de preços em função da concorrência puxou o resultado positivo, a despeito das medidas macroprudenciais adotadas pelo governo para conter o crédito.
Na atividade de material de construção, houve altas de 11,7% nas vendas em relação a maio de 2010, de 12,4% no acumulado do ano e de 13,9% nos últimos 12 meses. O IBGE atribui o resultados à expansão do crédito imobiliário, aos investimentos do programa "Minha Casa Minha Vida", e à manutenção do emprego e do nível de renda.
Crescimento moderado em 2011
O Amapá foi o único Estado brasileiro a registrar recuo nas vendas do varejo em maio deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado. A taxa foi de -8,5%, enquanto o índice nacional registrou aumento de 6,2%, também em base anual.
Para o gerente de coordenação de serviços e comércio do IBGE, Reinaldo Pereira, "o aumento registrado em maio (ante maio de 2010) pode ser uma coisa pontual, mas retrata o crescimento moderado da economia. A tônica para esse ano é um crescimento moderado", disse. "Eu não sei se daqui pra frente vão existir outros escorregões. Mas, a princípio, parece que (o varejo) voltou a crescer. A tendência, quando a gente olha a série histórica, é essa. Mas pode aparecer outro escorregão".
Ainda em base anual, as principais altas no volume de vendas foram registradas no Tocantins (26,0%); Acre (19,0%); Paraíba (15,3%); Maranhão (10,0%) e Minas Gerais (9,6%). Já os maiores impactos na composição da taxa do varejo em maio foram de São Paulo (5,5%); Rio de Janeiro (9,4%); Minas Gerais (9,6%); Bahia (7,5%); Grande do Sul (4,3%); e Paraná (3,5%).
No varejo ampliado – que inclui as atividades de veículos e motos, partes e peças e material de construção -, as maiores taxas para o volume de vendas ocorreram no Espírito Santo (38,5%); Tocantins (37,8%); Maranhão (19,0%); Goiás (17,2%) e Mato Grosso do Sul (16,5%). Já os maiores impactos na taxa global de vendas foram dos Estados de São Paulo (12,6%); Minas Gerais (16,2%); Rio de Janeiro (11,9%); Espírito Santo (38,5%) e Paraná (12,8%).
Já na comparação com abril, 13 Estados tiveram variação positiva no volume de vendas, entre eles Mato Grosso do Sul (7,0%); Rondônia (5,1%); Rio Grande do Norte (1,3%) e São Paulo (1,2%). As principais quedas ocorreram no Amapá (-3,5%); Mato Grosso (-3,4%) e Tocantins (-2,7%).
Agência Estado
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