O comércio varejista registrou queda de 0,4% no volume de vendas em junho na comparação com maio, na série livre de influências sazonais, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a quinta taxa negativa consecutiva.
No acumulado nos últimos 12 meses, o verifica acentua a trajetória de desaceleração ao registrar recuo de -0,8% em junho, após -0,5% até maio. A receita nominal de vendas, em junho, mantém-se no campo positivo em todas as comparações: 0,8% em relação a maio de 2015 (com ajuste sazonal), 4,6% frente a junho de 2014, 4,2% no acumulado no ano e 5,5% no acumulado nos últimos 12 meses.
Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral aponta recuo pelo sétimo mês consecutivo (-0,6%) e mantém a trajetória descendente iniciada em dezembro de 2014.
Na série sem ajuste sazonal, o confronto com igual mês do ano anterior apontou queda no volume de vendas pelo terceiro mês consecutivo, porém, em junho (-2,7%), o recuo foi menos intenso do que os observados em maio (-4,5%) e abril (-3,3%).
Nas demais comparações obtidas através da série original, os índices para o varejo, em termos de volume de vendas, foram negativos tanto para o fechamento do segundo trimestre de 2015 (-3,5%), como para o acumulado dos seis primeiros meses do ano (-2,2%).
O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou, pelo sétimo mês consecutivo, variação negativa para o volume de vendas (-0,8%) e 0,2% para a receita nominal de vendas, ambas as taxas frente a maio de 2015, série com ajuste sazonal. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a queda foi de -3,5% para o volume de vendas, inferior às taxas registradas em maio (-10,4%) e em abril (-8,3%). No que tange às taxas acumuladas, os recuos foram de -6,4% no semestre e -4,8% nos últimos 12 meses. A receita nominal de vendas do varejo ampliado mantém-se no campo positivo frente a junho de 2014 (3,1%), mas recuou -0,4% no acumulado no ano. No indicador acumulado nos últimos 12 meses, a taxa ficou em 1,0%.
Vendas do setor automotivo foi o que mais recuou em junho
Em junho, em relação a maio (na série com ajuste sazonal), houve recuo no volume do comércio varejista (-0,4%) e no comércio varejista ampliado (-0,8%), movimento acompanhado por sete das dez atividades pesquisadas: veículos e motos, partes e peças (-2,8%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,5%); móveis e eletrodomésticos (-1,2%); tecidos, vestuário e calçados (-0,8%), combustíveis e lubrificantes (-0,6%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,5%); e livros, jornais, revistas e papelaria (-0,3%). O segmento de maior importância na estrutura do comércio varejista, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,0%), permaneceu estável nessa comparação.
Com avanço em junho frente a maio, figuram os setores de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,3%) e material de construção (5,5%), esse último segmento interrompe em junho uma sequência de cinco meses em queda, período em que acumulou perda de 9,4% no volume de vendas.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume das vendas varejistas mostrou queda de -2,7% em junho de 2015, com cinco das oito atividades registrando resultados negativos: móveis e eletrodomésticos (-13,6%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,7%), tecidos, vestuário e calçados (-4,6%) e combustíveis e lubrificantes (-1,0%). Por outro lado, com influência positiva sobre a taxa global encontram-se artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (6,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (7,9%). Livros, jornais, revistas e papelaria, com recuo de -5,9%, praticamente não teve impacto significativo sobre o indicador mensal de junho. Junho de 2015 (21 dias) teve um dia útil a mais do junho de 2014 (20 dias), além da baixa base de comparação (junho de 2014) por conta dos feriados informais referentes ao evento da Copa do Mundo.
IG
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