O comércio atacadista está otimista com a previsão de vendas para a Páscoa. Alguns distribuidores esperam um incremento de até 30% nas vendas de chocolates este ano, até o dia 12 de abril, domingo de Páscoa. Já a Associação de Supermercadistas da Paraíba prevê estabilidade no faturamento de chocolates e a Câmara de Dirigentes de Lojistas de João Pessoa (CDL), crescimento de pouco mais de 5% este ano nas vendas de chocolates.

“Apesar do reajuste no produto em até 20%, as vendas estão aquecidas. Para se ter uma idéia, não temos como aumentar o pedido de ovos de páscoa este ano, que ficou estipulada em três toneladas. Vamos tentar elevar as cotas dos demais produtos para dez toneladas como barras, bombons, tabletes para compensar na falta de ovos e atender os clientes dos 223 municípios paraibanos neste período”, revelou o gerente comercial da Nordesa, Fred Castro, ao acrescentar que a taxa de crescimento poderia ser até maior este ano, caso o planejamento nacional da indústria Nestlé, por exemplo, levasse em consideração a demanda paraibana. “Como a oferta limitou o volume para a distribuidora, vamos forçar um segundo pedido para saber se seremos atendidos”, frisou.

Menos otimista, o presidente da Associação dos Supermercados da Paraíba, Cícero Bernardo da Silva, disse que “o consumo está retraído no setor e a previsão é de que as vendas sejam iguais ao do ano passado”, porém, frisou: “O consumidor sempre nos surpreende de forma positiva, quem sabe neste ano será mais uma vez”, espera. Cícero Bernardo acrescentou que a produção doméstica de chocolates tem sido uma “concorrente forte na Paraíba com a produção industrial”, mas não nega que as prateleiras e espaços dos supermercados estão cada vez mais tomados neste período pelas diversas marcas e tipos de chocolates.

Para o presidente da CDL de João Pessoa, Jurandir Guedes, as vendas nas lojas segmentadas do comércio varejista terão acréscimo de 3% a 5% em relação ao ano passado. “Como este ano, o período da Páscoa é mais tarde e a data cai na primeira semana do mês de abril, o período é mais vantajoso para a saída do produto”, avaliou.

Segundo o gerente Fred Castro, a indústria elevou os preços dos chocolates em janeiro e os produtos estão mais caros. “Em geral, os chocolates sofreram reajuste de 12% enquanto os ovos subiram até 20%”, revelou.

Entretanto, a projeção da Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) difere das projeções locais e estimam vendas de chocolates em até 7% este ano em relação à Páscoa de 2008. No Natal, a estimativa era negativa para o segmento, mas houve um aumento de 2% em relação ao ano anterior. Em 2008, Abicab atingiu cerca de 300 mil toneladas em 2008, alta de 2,7%, mas o crescimento desde 2005 foi de 35%. “Tudo já está encomendado com nossos clientes. Nós não dependemos da crise, temos de produzir e entregar. O preço das matérias-primas não teve aumento relevante e já estamos com todas as encomendas fechadas”, revelou o presidente da Abicab, Getúlio Ursulino Netto. Uma das explicações do otimismo do setor é o uso continuado de chocolate em barra, bombons e tabletes e o número de ponto-de-vendas espalhados no país (600 mil).
 

 

Jornal da Paraíba

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