O último mês oficial de redução do Imposto sobre Produtos (IPI) sobre veículos bicombustíveis e movidos a álcool registrou recorde histórico na venda de veículos no país. Em março, foram emplacadas 337.381 unidades de automóveis e comerciais leves, crescimento de 59,61% em relação ao mês de fevereiro e de 29,27% sobre igual período de 2009. No trimestre, a venda de veículos também é recorde, com 750.500 unidades, montante 16,8% superior ao registrado nos três primeiros meses de 2009. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (1º) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
O resultado superou a expectativa do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que previu vendas de 310 mil veículos em março, após ter se reunido com representantes da Anfavea, associação das montadoras instaladas no país. As vendas são superiores também a previsão da Fenabrave que estimava alcançar 322,5 mil unidades neste mês.
O último recorde de vendas da indústria automobilística havia sido registrado em setembro de 2009 – último mês com desconto cheio do (IPI) – quando foram comercializadas 308,7 mil unidades, incluindo caminhões e ônibus. Ao somar as vendas de caminhões e ônibus, o volume em março sobe para 353.734 mil unidades, crescimento de 60,9% em relação ao mês anterior. Se considerar ainda as vendas de motocicletas, a quantidade de unidades emplacadas chega a 526.875, crescimento de 50,78% em relação a fevereiro, quando foram vendidas 349.444 unidades.
O desconto do IPI foi adotado inicialmente em dezembro de 2008 para todos os veículos, para estancar a crise financeira internacional, que derrubou as vendas do setor. A partir desta quinta-feira, a alíquota do imposto, que estava em 3% para carros flex 1.0, passará para 5%. No caso dos veículos bicombustíveis, com motorização entre 1.0 e 2.0, o imposto irá de 7,5% para 11%. Já para caminhões, a isenção do imposto será mantida até junho, mês em que a alíquota retorna a 5%.
Os segmentos de motocicletas, caminhões e ônibus, que vinham apresentando queda nos últimos meses, mostraram em março recuperação. No mês passado foram emplacadas 163.333 motos, crescimento de 35,18% em relação a fevereiro de 2009, quando foram vendidas 120.830 unidades. Em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento é de 17,32%. Para incentivar as vendas no setor, o governo reduziu a cobrança de Cofins e lançou uma nova linha de créditos.
As vendas de caminhões e ônibus também subiram e somaram no mês 16.353 unidades, aumento de 70,68% em relação a fevereiro deste ano, quando foram emplacadas 9.581 unidades. Na comparação com março de 2009, o volume representa crescimento de 56,91%, já que na época foram vendidas 10.422 unidades.
Para o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, a crise no setor acabou e a volta do IPI aos patamares originais não deve alterar de forma significativa os resultados positivos esperados para o setor em 2010.
Sergio Reze não arrisca previsões para abril, mas acredita que passado o boom de março, o nível de vendas ainda ficará em patamar alto. Para 2010, a Fenabrave revisou para baixo, de 9% para 6,5%, a expectativa de crescimento das vendas de automóveis e comerciais leves e acredita que as vendas em 2010 devem totalizar 3,2 milhões.
"Com a volta do imposto, as vendas de veículos devem se retrair um pouco devido, inclusive, à antecipação das compras. Mas não causará grande impacto", afirma Reze. “Vamos ter ideia realmente de como está o setor em junho”, observa.
Descontos devem continuar
Para não deixar o ritmo cair, as concessionárias afirmam que vão manter as promoções. As lojas devem iniciar abril com estoques de 200 mil veículos e para ajudar, muitos carros faturados ao final de março só chegarão às lojas em abril, o que garantirá produtos disponíveis no próximo mês ainda com desconto no imposto.
“Em abril, vamos manter as promoções”, destaca a supervisora de vendas da Ford Center Marechal, Rosemeire Silva Xavier. Em Minas Gerais, a gerente de vendas da Fiat Roma, Adriana Filó, também não irá abrir mão das promoções. “A gente tem que tentar ser diferente, seja com desconto, IPVA total ou um brinde. Vale muito como o cliente chega”, diz Adriana.
A gerente de vendas espera queda da demanda em abril na comparação com março, mas acredita que o volume fique na média normal de vendas. “O mercado está aquecido”, ressalta Adriana.
Apesar do fim do corte do IPI, ainda é um bom momento para fazer negócio por causa da queda da taxa de juros do financiamento. "A retirada do desconto do IPI diminuirá o impulso pela compra, mas o ambiente continua sendo favorável", destaca Cláudio Felisoni, presidente do Conselho do Programa de Administração de Varejo (Provar/FIA).
Levantamento da associação de empresas financeiras de montadoras (Anef) mostra que os juros caíram de 22,42% ao ano em fevereiro de 2009 para 18,16% ao ano em fevereiro deste ano.
G1
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