Categorias: Economia

Shoppings não construídos impedem criação de novos empregos na PB

PUBLICIDADE

 Nos últimos quatro anos, pelo menos oito novos shopping centers foram anunciados por empresários para serem construídos em cidades da Paraíba, sendo que seis deles seriam instalados em Campina Grande. Os projetos preveem a instalação de lojas de segmentos variados e, além de promoverem um aquecimento na economia do estado, também gerariam novos empregos. O problema, segundo avalia o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campina Grande (CDL-CG), Artur Almeida, é que a crise financeira fez com que alguns projetos fossem cancelados e outros adiados, e até esta quarta-feira (23), nenhum dos shoppings anunciados está funcionando.

 

O presidente da CDL-CG explica que dos seis shoppings anunciados, dois foram oficialmente cancelados, um localizado na Alça Sudoeste, no bairro Três Irmãs, e outro na avenida Assis Chateaubriand, na Liberdade. Um dos projetos, que seria construído no bairro da Palmeira, foi adaptado pelos empresários responsáveis. No local, cuja estrutura ainda está sendo construída, será feito outro tipo de empreendimento.

De acordo com Artur Almeida, o ‘boom’ de anúncios de shopping centers em Campina Grande aconteceu entre os anos de 2012 e 2013. “Foram seis quase simultaneamente, todos em bairros distintos da cidade”, disse. Atualmente, existem no município dois shopping centers, sendo que os dois ficam no bairro do Catolé. Os novos projetos seriam instalados nos bairros de Três Irmãs, Liberdade, Palmeira, Alto Branco, Bodocongó e Itararé.

O presidente da CDL-CG explica que tão logo os anúncios eram feitos, os empresários iniciaram uma corrida para se antecipar e inciar as obras antes dos outros. “O que aconteceu é que os responsáveis pelo shopping do Alto Branco, batizado de Rio Sierra, foram os primeiros a fazerem o lançamento do empreendimento e já com a licença de início das obras liberada. No mesmo dia, o shopping também começou a campanha para comercializar as lojas”, lembrou.

 

Segundo Artur Almeida, a iniciativa do projeto fez com que outros empreendedores repensassem a viabilidade de lançamento dos seus projetos. “Acontece que cada cidade tem um limite máximo de Área Bruta Locável (ABL) com base na demanda suficiente para que os shopping centers sejam instalados. Como o tamanho do projeto do Rio Sierra era muito grande, caso os outros shoppings fossem construídos, a ABL da cidade iria superar a demanda, até mesmo porque na situação de crise que vivemos, as pessoas resolvem economizar e isso compromete as vendas”, comentou.

 

O presidente da CDL-CG comenta ainda que a decisão de desistência dos empresários em construir os shoppings gera frustração na população da cidade. “O empreendimento é anunciado, com divulgação de imagens e maquetes. As pessoas criam expectativas, principalmente da geração de emprego, afinal o número de demissões tem subido por causa da situação financeira do país. Com o cancelamento, fica a sensação de frustração”, diz.

 

A esperança de novos empregos, segundo Artur Almeida, está na reforma e revitalização do Partage Campina Grande, anunciada em 2013. De lá pra cá, uma parte do projeto foi inaugurada, duas devem ser concluídas ainda este ano e a conclusão do projeto está prevista para 2017.

 

Segundo Roberta Barros, gerente de Marketing do shopping, com a conclusão o shopping vai dobrar de tamanho e serão abertas novas oportunidades. “A previsão é de que cerca de 1.500 novos empregos sejam criados direta e indiretamente, principalmente nos setores de comércio e serviços”, conclui.

 

Já no Sertão do estado, o investimeno feito pelo Grupo N Claudino para a construção do PatosShopping chega à cifra de R$ 120 milhões. O shopping deve ter 275 lojas, supermercado e três salas de cinema. A expectativa de empregabilidade, segundo o executivo responsável pelo projeto, Ítalo Lira, é de 1.500 pessoas.

 

No lançamento do projeto, em janeiro de 2015, a estimativa dos empreendedores era de que o prédio ficasse pronto no primeiro semestre de 2017, mas segundo Lira, o empreendimento só deve começar a funcionar no segundo semestre do ano que vem. “Só vamos começar as vendas das lojas no ano que vem. Estamos em um momento delicado para o comércio e queremos que as pessoas vejam o shopping quase pronto para que se impressionem com o resultado”, explicou Lira.

 

Redação com G1

 

Últimas notícias

Brasil registra 88 casos de mpox em 2026; Paraíba não registra ocorrências

O Brasil contabiliza atualmente 88 casos confirmados de mpox em 2026. Segundo o Centro Nacional…

26 de fevereiro de 2026

Vídeo: Câmara escreve capítulo decisivo para inserir Brasil no cenário global com Mercosul-EU, diz Hugo Motta

Após aprovação do projeto que ratifica o acordo entre o Mercosul e a União Europeia…

26 de fevereiro de 2026

Senador Raimundo Lira será homenageado no 3º CONFEP por sua atuação em prol dos municípios

Evento será realizado no Centro de Convenções entre 25 e 27 de março, na Rainha…

26 de fevereiro de 2026

Mulher é morta a tiros após casa ser invadida, em João Pessoa

Mais um caso de violência contra mulher na Paraíba. Uma mulher de 20 anos, indentificada…

26 de fevereiro de 2026

Prefeitura do Cariri Paraibano abre concurso com 42 vagas e salários de até R$ 4,3 mil

Por meio da sua assessoria de comunicação, a Prefeitura Municipal de São José dos Cordeiros,…

26 de fevereiro de 2026

PC deflagra operação contra maior líder do tráfico na PB e cumpre mandados em outros quatro estados

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã de hoje (26), em João Pessoa, a…

26 de fevereiro de 2026