Apesar do cenário econômico difícil, o setor de serviços da Paraíba registrou o terceiro maior crescimento nominal do país, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços divulgada nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em fevereiro, o indicador que mede o faturamento do setor cresceu 3,3% sobre o mesmo mês do ano passado. O índice subiu bem acima do país (0,8%) e abaixo apenas dos Estados do Tocantins (7,9%) e da Bahia (4,5%).
Para se ter uma ideia da dificuldade da economia do país, o indicador em fevereiro registrou queda sobre o ano passado em 16 das 27 Unidades da Federação: Mato Grosso (-17,1%), Roraima (-8,6%), Piauí (-6,8%), Maranhão (-6,4%) e Acre (-5,1%) registraram os maiores recuos. (Veja o quadro completo do ranking).
No acumulado dos últimos doze meses até fevereiro, a receita do setor de serviços da Paraíba cresceu 6,7%, quinto maior índice do país. Distrito Federal (12,4%) e Santa Catarina (7,7%) lideram o índice. Os Estados do Nordeste tiveram desempenho melhor na pesquisa. Dos dez maiores altas do país em fevereiro, seis são do Nordeste. Além da Paraíba, Bahia, Ceará, Alagoas, Pernambuco e Sergipe tiveram índice positivo.
Segundo a pesquisa do IBGE, três dos cinco segmentos do setor registraram variações positivas: serviços prestados às famílias (6,8%), serviços profissionais, administrativos e complementares (3,6%) e serviços de informação e comunicação (0,6%).
A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), primeiro indicador conjuntural mensal que investiga o setor de serviços no país, abrange as atividades do segmento empresarial não financeiro, exceto os setores da saúde, educação, administração pública e aluguel imputado.
Ranking da taxa de crescimento da receita de serviços e fevereiro e no acumulado de doze meses
Unidade da Federação | Taxa de crescimento de fevereiro
| Taxa de crescimento de de doze meses |
Brasil | 0,8% | 4,7% |
Tocantins | 7,9% | 5,5% |
Bahia | 4,5% | 6,9% |
PARAÍBA | 3,3% | 6,7% |
São Paulo | 3,3% | 4,5% |
Pará | 2,9% | 3,5% |
Santa Catarina | 2,6% | 7,7% |
Ceará | 2,1% | 7,1% |
Alagoas | 1,1% | – 3,5% |
Pernambuco | 1,0% | 2,9% |
Sergipe | 0,3% | 1,9% |
Rio Grande do Norte | 0,0% | 4,5% |
Amazonas | – 0,3% | 4,8% |
Minas Gerais | – 0,1% | 1,7% |
Rio de Janeiro | – 1,0% | 5,9% |
Mato Grosso do Sul | – 1,2% | 3,7% |
Distrito Federal | – 1,6% | 12,4% |
Rio Grande do Sul | – 1,9% | 3,3% |
Espírito Santo | – 2,0% | 1,8% |
Paraná | – 3,1% | 3,9% |
Rondônia | – 2,5% | 2,3% |
Amapá | – 2,6% | – 2,9% |
Goiás | – 4,3% | 5,9% |
Acre | – 5,1% | 4,5% |
Maranhão | – 6,4% | 2,9% |
Piauí | – 6,8% | – 0,9% |
Roraima | – 8,6% | – 2,3% |
Mato Grosso | – 17,1% | 3,0% |
Fonte: IBGE/PMS
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