Categorias: Economia

Professor dá dicas de como você pode calcular sua aposentadoria

 A Comissão Especial da Reforma da Previdência, da Câmara dos Deputados, aprovou na última semana o relatório do deputado Arthur Oliveira Maia – que traz alterações nas regras da aposentadoria em relação à proposta do Governo Federal. As principais mudanças da reforma apresentada, e que estão provocando intensas discussões, são a que define a idade mínima para a aposentadoria, a alteração do cálculo do valor do benefício e as restrições para acumular aposentadoria e pensão. Neste sentido o professor de Economia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Alysson Cabral, dá dicas de como você pode calcular sua aposentadoria.

Entre os principais pontos aprovados no texto da comissão especial – que ainda precisa ser aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados em dois turnos de votação antes de ser encaminhado ao Senado Federal – estão a idade mínima de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens para solicitar aposentadoria pelo INSS e o mínimo de 25 anos de contribuição. A proposta inicial era de 65 anos de idade mínima para homens e mulheres além de 25 anos mínimos de contribuição. Hoje, o tempo mínimo de contribuição previdenciária é de 15 anos.

A polêmica em torno da reforma é tão grande que alguns até consideram impossível atingir a aposentadoria. “Com essas alterações, o trabalhador precisará trabalhar muito mais para conseguir o benefício integral, que será a média das contribuições realizadas ao longo do período contributivo, e em caso de morte deixará só parte da renda para o cônjuge”, explicou o professor, Alysson Cabral.

Embora o relatório aprovado na comissão especial da reforma da Previdência traga alterações em relação ao modelo proposto pelo governo federal, as regras continuam austeras. “Do ponto de vista do trabalhador, não há nenhuma vantagem. O governo havia apresentado uma proposta muito dura com vistas a negociar com o Congresso Nacional. Ainda assim, a reforma vai obrigar o trabalhador a contribuir por mais tempo para a Previdência Social e vai usufruir, se chegar a usufruir, por muito menos tempo”, esclareceu o professor da UFPB.

Cabral explicou que quem começou a trabalhar mais cedo deverá ser prejudicado. “Essas alterações vão prejudicar principalmente os trabalhadores que começaram a trabalhar mais cedo, pois deverão permanecer por mais tempo no mercado de trabalho, e os que atuam em atividades que necessitam de esforço físico, pois podem ser considerados incapazes para o trabalho antes de completar as exigências para pedir aposentadoria. A única vantagem é que o governo poderá utilizar os recursos que seriam destinados à Previdência para realização de obras públicas e para o pagamento dos juros da dívida pública”, pontuou.

Para o professor, as principais desvantagens da reforma proposta são o aumento do tempo de contribuição e de trabalho ao lado do achatamento do valor do benefício. “Para tentar convencer a sociedade da necessidade de reforma, o governo recorreu a um argumento que só faria sentido se o sistema previdenciário brasileiro fosse por capitalização. Nesse sistema, se a expectativa de vida aumenta é necessário aumentar o período de contribuição ou o valor de contribuição para acumular recursos sufi cientes para financiar o próprio benefício durante a aposentadoria”, explicou.

 

Redação

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