A caderneta de poupança iniciou o ano de 2009 com perda de recursos, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (5) pelo Banco Central. No mês passado, as retiradas de recursos da tradicional modalidade de investimentos superaram os depósitos em R$ 486 milhões, o maior saque líquido desde abril de 2008 (-R$ 1,84 bilhão).

 

 

Em 2008, a captação da caderneta de poupança teve queda de 47%, para R$ 17,6 bilhões, contra o ingresso recorde de R$ 33,3 bilhões em 2007.

 

O maior volume de saques, em janeiro, acontece em um mês tradicionalmente mais apertado para a população. No primeiro mês de cada ano, geralmente sobem os gastos com viagens de férias, há o início do pagamento de tributos em alguns estados, além de despesas maiores com material escolar, matrículas e ainda há os cheques pré-datados das festas de fim de ano.

 

Retirada de recursos do SBPE foi maior

A caderneta de poupança é composta por duas modalidades: o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) – a poupança tradicional – e, também, a poupança rural. No primeiro caso, 65% dos recursos têm de ser destinados ao crédito imobiliário, enquanto que, na poupança rural, os valores são canalizados para o desenvolvimento da agricultura. Em janeiro de 2008, o SBPE teve saques de R$ 900 milhões. Entretanto, este valor foi parcialmente compensado pelo ingresso de R$ 414 milhões na poupança rural.

 

Saldo da poupança

No fim de janeiro, o saldo da poupança, isto é, o volume total de recursos aplicado na modalidade de investimentos, somou R$ 271,6 bilhões, contra R$ 270,4 bilhões em dezembro de 2008. O saldo aumentou em janeiro, apesar da retirada de recursos, porque também são contabilizados, no volume total de recursos, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores – que somaram R$ 1,64 bilhão no mês passado.

 

Atratividade da poupança

A tradicional caderneta de poupança tem a sua correção determinada pela variação da taxa referencial (TR) mais 0,5% ao mês. Em 2008, a aplicação rendeu cerca de 8%, enquanto o IPCA (inflação oficial) ficou em 5,9% e o IGP encostou em 10%.

 

No ano passado, a aplicação perdeu um pouco sua atratividade por conta da subida de juros implementada pelo Banco Central. Os juros básicos, que estava em 11,25% ao ano no início de 2008, terminaram o ano passado em 13,75% ao ano – com o objetivo de tentar conter o crescimento da inflação.

 

Com isso, subiu a remuneração das aplicações em renda fixa que "concorrem" com a poupança, como os fundos ofertados pelas instituições financeiras (rendimento de 12% a 13% em 2008), os CDB’s (Certificados de Depósitos Bancários) e até mesmo as vendas de títulos públicos pela internet efetuados pelo Tesouro Nacional – que têm rendimento próximo, ou igual, ao da taxa Selic.

 

Entretanto, segundo economistas, esse cenário pode mudar em 2009 e a poupança pode voltar a ganhar um pouco mais de atratividade. Isso porque a expectativa é de queda de juros neste ano. O BC já reduziu os juros em um ponto, para 12,75% ao ano, em janeiro e a expectativa é que a taxa caia para 10,75% ao ano no fim de 2009.

 

Na poupança, ao contrário dos fundos de renda fixa oferecidos pelas instituições financeiras, não é cobrada taxa de administração e nem Imposto de Renda (IR). Deste modo, a aplicação também pode ser vantajosa para quem precisar do dinheiro no curto prazo.

 

G1

 

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