A crise econômica internacional pode causar um aumento de até 15% nos níveis de pobreza da América Latina em 2009, afirmou, nesta sexta-feira, a chefe para a região do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Rebeca Grynspan.

Durante uma entrevista em Washington, ela afirmou que, atualmente, cerca de 35% da população da região está abaixo da linha de pobreza, mas este nível pode chegar a até 40% por causa de crise econômica.

Segundo ela, se isto acontecer, o continente voltará aos mesmos níveis de 2005 e com taxas de pobreza próximas às registradas na década de 1980.

Rebeca Grynspan ainda afirmou que os países da região precisam urgentemente de uma injeção de dinheiro público para que não haja um retrocesso nos avanços obtidos nos últimos anos.

"Minha preocupação é que, exceto pelas economias maiores – como Brasil, México e Chile -, as pequenas e médias economias não podem fazer frente a um choque desta magnitude", afirmou, segundo a agência Efe.

Desemprego

Como exemplos de países que estão tomando medidas efetivas contra a crise, ela citou o Brasil e o México, que estão oferecendo ajuda tanto para famílias pobres como para o setor financeiro.

Ela, no entanto, cobrou que os programas também sejam destinados a criar empregos para jovens e mulheres.

Segundo ela, a região pode perder até 4 milhões de empregos este ano, e as previsões mais otimistas apontam um crescimento econômico de cerca de 1%.

"Isto significará uma perda de 4 milhões de empregos e um crescimento do mercado de trabalho informal e de baixa remuneração, o que colocará cerca de 7 milhões de trabalhadores em situação precária", disse.

 

 

 

BBC

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