Foto: Marcos Santos/USP Imagens
A crise econômica, agravada pelo conflito entre Ucrânia e Rússia, chegou aos lares brasileiros e as mulheres mostram que sentem seus efeitos no dia a dia das famílias. A inflação impacta 86% no consumo de alimentos e de outros produtos de abastecimento doméstico das mulheres nordestinas, segundo a pesquisa Radar Febraban da Federação Brasileira de Bancos (Febrebran). A pesquisa avaliou a expectativa de mulheres brasileiras sobre o impacto da inflação, consumo e recuperação da economia e foi divulgada na última quinta-feira (17).
De acordo com os dados, caso viessem a dispor de recursos extras no orçamento doméstico, 30% das mulheres nordestinas investiriam na poupança e 26% comprariam um imóvel. Em todas as regiões do país é unânime a percepção de que a inflação e o preço dos produtos aumentaram muito comparados ao ano passado, além disso, os combustíveis impactam 33% no custo de vida. No Nordeste 93% das mulheres confirmaram essa percepção.
Com relação ao futuro próximo, predomina a percepção de que alguns dos principais aspectos econômicos irão piorar nos próximos seis meses. A recuperação econômica também ainda está longe do horizonte: 44% das entrevistadas acreditam que a sua vida financeira e familiar só irá se recuperar após 2022. Essas expectativas desfavoráveis são reveladas pela mais nova rodada da pesquisa Radar Febraban, realizada exclusivamente com a população feminina, entre os dias 19 de fevereiro e 2 de março, nas cinco regiões do país.
Quando pensam na economia do país, sobe para 60% o percentual daquelas que desacreditam numa recuperação ainda esse ano. Além disso, mais da metade das brasileiras crê que o país só voltará a crescer a partir do ano que vem. Caso venham a dispor de recursos extras no orçamento doméstico, 29% disseram que comprariam um imóvel. A aplicação de dinheiro na poupança vem em 2º lugar como destino para os recursos financeiros, seguida da aplicação em outros investimentos bancários.
Embora os golpes envolvendo instituições bancárias ganhem noticiário, a maior parte das entrevistadas afirmou não ter sido vítima de qualquer deles. Entre aquelas que afirmaram ter sido enganadas, a clonagem ou troca de cartão é o que prepondera. Mais da metade das entrevistadas dizem já ter recebido comunicação do banco instruindo sobre golpes e quase a totalidade consideram tais materiais importantes ou muito importantes.
“Com o recuo das estatísticas mais negativas da pandemia e o retorno às atividades presenciais do comércio, prestação de serviços, educação e outras, o cenário do país indica o início da retomada e recuperação. Mas esta pesquisa Radar Febraban mostra que o cenário econômico adverso está contaminando as expectativas de recuperação, particularmente diante dos efeitos da guerra na Europa”, aponta o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda.
Veja detalhes da quinta edição do Radar Febraban: https://cmsarquivos.febraban.org.br/Arquivos/documentos/PDF/RADAR%20FEBRABAN%20-%20EXPECTATIVA%20DOS%20CONSUMIDORES%20-%20MAR%C3%87O%202022_regional.pdf
Da Redação com Radar Febraban
O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), George Morais, afirmou em entrevista…
O presidente da Câmara Federal, o deputado paraibano Hugo Motta, reforçou, nesta segunda-feira (2) que…
Será assinado amanhã o termo de parceria entre o Programa Antes que Aconteça, de combate…
O ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSD) anunciou recentemente que irá apoiar a pré-candidatura de…
O retorno das atividades legislativas na Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta segunda-feira (2), deverá…
O pré-Carnaval está chegando na grande João Pessoa, e quem deseja “sobrevoar” os eventos momescos do…