A greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) continua por tempo indeterminado na Paraíba. A novidade agora trata-se da adesão dos Peritos do Insituto que decidiram entrar em greve na próxima sexta-feira (4/8). A autarquia recomenda ao cidadão que tenha perícia agendada ou queira tirar dúvidas, que ligue para a central de atendimento 135.
Servidores de outros setores da autarquia estão em greve há quase dois meses. A perícia médica é requisito para benefícios como auxílío-doença, aposentadoria por invalidez, aposentadoria especial e, para reconhecimento de acidentes de trabalho. Segundo o vice-presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social, Samuel de Oliveira, 30% dos médicos peritos vão continuar em atividade. Oliveira informou que perícias iniciais, casos de maior gravidade e idosos serão atendidos.
Na pauta de reivindicações da categoria, estão redução da carga horária de 40 horas para 30 horas, incorporação de benefícios ao salário, redução de níveis de progressão, recomposição do quadro de peritos e aumento salarial de 27% em dois anos. Enquanto isso, a proposta do governo é de aumento de 21,3% em quatro anos.
De acordo com o secretário de administração e finanças do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Previdência e Trabalho da Paraíba (SindsprevPB), Elzevir Cavalcante, a decisão foi tomada por unanimidade na tarde desta terça-feira (1º) durante uma assembleia realizada no auditório do INSS em João Pessoa. Durante a assembleia foram discutidos os rumos da greve e a contraproposta do governo.
"Vamos esperar até o governo apresentar uma proposta melhor, na próxima quinta-feira vai haver uma audiência e estamos esperando uma melhoria nas propostas para podermos reavaliar", informou Elzevir Cavalcante.
Segundo Vera Level, da diretoria do sindicato, a greve no estado faz parte da mobilização nacional da categoria. A queda no número de atendimentos diários é de cerca de 85%, mas o sindicato não dispõe do número absoluto de pessoas que estão deixando de ser atendidas. Os servidores federais pedem um reajuste salarial de 27,5% imediato, com aumento gradual para os próximos quatro anos, além de melhores condições de trabalho.
“O Governo tem chamado para reuniões e conversas, mas até agora eles só ofereceram uma projeção de reajuste para os anos de 2016 a 2019 como uma previsão da reposição das perdas salarias da inflação neste período, mas o que a gente pede, além disso, é a reposição das perdas que tivemos até 2015”, disse. Na última reunião feita com o comando de greve, na quinta-feira (30), o Ministério do Planejamento propôs um reajuste de 21,3%, dividido em parcelas nos próximos anos.
Redação
A capital paraibana se prepara para voltar a ser o centro das atenções dos esportes…
O atacante paraibano Tiquinho Soares está de casa nova para a sequência da temporada 2026.…
O governador João Azevêdo transmitiu, na manhã deste sábado (21), o cargo para o vice-governador…
A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP) vai dar apoio operacional, neste…
A ex-prefeita de Bayeux Sara Cabral (MDB) reconquistou, através da Justiça Eleitoral, os seus direitos…
Os banhista que pretendem aproveitar o litoral de João Pessoa neste fim de semana precisam…