De acordo com um artigo publicado no The Economist na última semana, pela primeira vez na história, mais da metade da população mundial pode ser chamada de classe média.

Segundo o artigo, em 1990 cerca de um terço da população mundial se encontrava na classe média, 15 anos depois, 49% das pessoas já pertenciam a esta faixa de renda, sendo que os países em desenvolvimento seriam responsáveis por grande parte deste fenômeno. Para se ter uma ideia, somente na China, neste mesmo período, a classe média passou de 15% para 62% da população.

A cara da classe média
Ainda segundo o artigo, esta nova classe média não é homogênea. Defini-la não é apenas uma questão de renda, mas também de atitudes. Essa população, diferentemente dos mais pobres, não precisa investir todo o seu dinheiro nas necessidades básicas, para isso, geralmente é utilizada um terço da renda, o que permite o investimento em bens materiais e em serviços como educação e saúde.

Contudo, é preciso lembrar que isto pode variar de país para país, pois o percentual necessário para a compra do básico na China é diferente do Brasil, por exemplo. Além das características citadas acima, ter um emprego estável, com alguns benefícios, é outro símbolo da classe média.

Outros dados
Para o economista indiano, Surjit Bhalla, o aumento do número de pessoas que passaram a fazer parte da chamada classe média ocorreu em três momentos distintos, contados a partir do ano de 1800.

O primeiro teria ocorrido no século XIX na Europa Ocidental; o segundo, entre 1950 e 1980, no Ocidente com o fenômeno batizado de "baby-boom"; e o último, seria agora e estaria acontecendo em sua totalidade nos chamados países emergentes, com grande destaque para a Ásia que, pela primeira vez desde 1700, teria um número maior de pessoas na classe média do que o Ocidente.
 

 

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