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A decisão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras causou reação imediata de autoridades brasileiras. Na Paraíba, o secretário da Fazenda, Marialvo Laureano, classificou, durante entrevista nesta quinta-feira (10), a medida como “um grande equívoco” e afirmou que se trata de uma retaliação política, sem fundamento técnico.
“Os Estados Unidos exportam muito mais para o Brasil do que o Brasil para os EUA. Eles são superavitários nessa relação. Não havia nenhuma motivação econômica real para essa sobretaxa. É uma medida puramente política. A própria carta de Trump admite que a tarifa é por causa do Bolsonaro. Isso é um absurdo dos absurdos”, declarou Marialvo.
A carta enviada por Trump ao governo brasileiro faz referência direta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), sugerindo que a imposição da tarifa seria uma resposta a esse processo judicial.
Para o secretário, o conteúdo da carta revela não apenas um erro diplomático, mas uma tentativa explícita de interferência nos assuntos internos do Brasil. “A carta é imprudente. Trump chega ao ponto de determinar que se resolva o problema judicial do ex-presidente Bolsonaro. Isso não se faz entre nações soberanas”, criticou.
Mesmo com volume modesto de exportações, a Paraíba mantém relações comerciais com os Estados Unidos. Segundo dados da Secretaria da Fazenda, em 2025 o estado importou cerca de 250 milhões de dólares em produtos norte-americanos — principalmente combustíveis — enquanto as exportações somaram cerca de 10 milhões de dólares.
Entre os principais produtos paraibanos enviados ao mercado americano estão água de coco, açúcar, suco de abacaxi, pescado, ardósia, granito e calçados, como as tradicionais sandálias produzidas no estado.
“Nossa pequena, mas arrojada Paraíba compra mais do que vende no mercado internacional. Ainda assim, essa relação existe e é importante para segmentos específicos. Vamos continuar avaliando os efeitos a médio prazo, principalmente se houver impacto indireto na inflação”, explicou o secretário.
A medida de Trump também foi criticada por líderes políticos brasileiros, incluindo o senador paraibano Veneziano Vital do Rêgo, que classificou a ação como uma tentativa clara de interferência na soberania nacional, articulada por Bolsonaro e seu entorno com apoio do ex-presidente americano.
Enquanto isso, o governo brasileiro estuda os possíveis caminhos diplomáticos e comerciais para reagir à medida. Nos estados, especialmente os que mantêm alguma presença no comércio exterior com os EUA, como a Paraíba, o momento é de atenção e análise dos possíveis impactos sobre a economia local.
Redação
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