A atuação das centrais sindicais para enfrentar os efeitos da crise mundial no mercado de trabalho revela despreparo para defender o trabalhador, falta de sintonia com o cenário econômico e social e atrelamento de parte do movimento social ao governo Lula, na avaliação de especialistas ouvidos pelas repórteres Fátima Fernandes e Claudia Rolli, em reportagem na edição da Folha deste domingo (1º).

Segundo o texto, alguns especialistas disseram que a discussão sobre jornada de trabalho e salários, encampada pela Força Sindical e pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) reforçou o racha entre as centrais, "O que é ruim neste momento para o trabalhador".

Ontem o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) concedeu liminar suspendendo, até a próxima quinta (5), as mais de 4.200 demissões feita pela Embraer. A liminar é resultado de ação das centrais Força Sindical e Conlutas, que ontem protocolaram no TRT de Campinas (93 km de SP) uma ação de dissídio coletivo para pedir a anulação das demissões.

A Embraer, por sua vez, disse que realizou as demissões "rigorosamente de acordo com todos os preceitos e normas legais existentes" e reafirmou que o corte funcionários não será revisto.

O desembargador Luís Cândido Martins Sotero da Silva, presidente do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região (Campinas), afirmou que a Embraer, de acordo com a Justiça trabalhista, não poderia realizar uma demissão em massa sem antes negociar com os sindicatos da categoria alternativas para os trabalhadores.

 

Folha Online

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