O secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurria, disse nesta sexta-feira, 20, que a economia mundial provavelmente encolherá em 2009, no que seria a primeira contração global em 60 anos, apesar do crescimento na China e na Índia. Segundo ele, a expansão nesses dois países não será suficiente para compensar a fraqueza em outras partes do mundo.

Gurria sinalizou que a organização vai reduzir sua projeção para as grandes economias quando publicar seu relatório econômico mundial em 31 de março. O relatório incluirá novas projeções para o Grupo dos Sete países mais industrializados (G-7), membros da OCDE e os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China).

 

O secretário-geral informou que EUA, zona do euro e Japão sofrerão "reduções um tanto importantes" nas suas perspectivas.

 

Em novembro, a OCDE previu que o PIB combinado de seus 30 membros cairia 0,4% este ano, que o PIB da zona do euro teria contração de 0,6%, que a economia dos EUA encolheria 0,9% e o Japão teria queda de 0,1% do PIB.

 

Gurria demonstrou expectativa de que o pacote de estímulo econômico da China equivalente a US$ 586 bilhões, anunciado no ano passado, possa estimular a demanda no país e, desta forma, amenizar a contração mundial.

 

FMI

 

Na quinta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) também previu que a atividade econômica global terá este ano sua primeira contração em 60 anos, de entre 0,5% a 1%, em base anualizada, com as economias avançadas contraindo entre 3% a 3,5%, a mais profunda desaceleração desde a Segunda Guerra Mundial. As economias emergentes, entretanto, manterão desempenho positivo este ano pelas projeções do FMI, crescendo entre 1,5% a 2,5%.

 

Em janeiro, o FMI havia revisado em baixa a previsão de crescimento da economia mundial, calculando expansão de 0,5% para este ano e uma recuperação gradual para 3% em 2010.

 

O Fundo ainda calcula que haverá recuperação da economia global em 2010, mas advertiu que "um atraso na implementação de políticas abrangentes para estabilizar as condições financeiras poderão intensificar a resposta negativa provocada na economia real e no sistema financeira, levando a uma recessão ainda mais profunda e prolongada".

Estadão

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