O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saudou neste sábado a aprovação no Congresso de um pacote de estímulo econômico de 787 bilhões de dólares, classificando-o como um "marco à caminho da recuperação" e prometeu agir prontamente para colocar o plano em funcionamento.

"Assinarei esta legislação em breve, e começaremos a fazer os investimentos necessários imediatos para colocar as pessoas de volta ao trabalho", afirmou Obama, saboreando sua maior vitória legislativa desde que assumiu o cargo, em 20 de janeiro.

O Senado aprovou o pacote na sexta-feira, por 60 votos a 38, após a Câmara ter feito o mesmo por 246 votos a 183, abafando semanas de discussões sobre qual seria a melhor saída para tirar a economia de recessão.

Obama e a base democrata, que tem maioria no Congresso, falharam ao ganhar a adesão de muitos republicanos, obtendo pouco sucesso no grande apoio bipartidário que o presidente queria para o pacote de aumento de gastos e corte de impostos.

Entretanto, Obama classificou a disputa partidária sobre o pacote como "saudáveis diferenças de opinião".

"O Congresso aprovou o meu plano de recuperação da economia – um plano ambicioso em um momento em que precisávamos muito dele", afirmou Obama em seu discurso semanal de rádio, divulgado durante sua primeira visita a Chicago, sua antiga cidade de residência, desde que assumiu a Presidência.

Obama, que alertou que a crise econômica poderia se tornar uma catástrofe se não houvesse uma rápida intervenção do governo, disse que o estímulo iria "estabelecer um novo fundamento" para um crescimento sustentável.

A Casa Branca afirmou que o dinheiro demorará cerca de um mês para começar a ser injetado na economia. Mas a primeira preocupação de economistas é a de que o pacote virá muito tarde para trazer melhoras significativas em 2009.

AJUDA BEM-VINDA

Apesar disso, a aprovação final dá um impulso necessário para o novo presidente, cuja imagem de confiança tem sido transformada em uma mais negativa, a de tardio nas suas ações.

Ele teve um começo de mandato acidentado, tendo que lidar com uma polêmica sobre os problemas com impostos de várias autoridades escolhidas para o seu gabinete e a abrupta retirada, na semana passada, de seu nomeado para secretário do Comércio, o senador republicano Judd Gregg, citando diferenças políticas.

Mas Obama manteve suas taxas de aprovação altas ao nomear a economia como sua prioridade dentro do país. Sua receita para a crise inclui corte de impostos para a classe média, gastos com infraestrutura, ajuda aos pobres e desempregados e investimentos em energia alternativa.

Ele prevê que o plano de estímulo criará mais de 3,5 milhões de empregos nos próximos dois anos.

 

REUTERS

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