O novo coronavírus ( Covid-19} que tem deixado o mundo apreensivo, mudou radicalmente a rotina dos campinenses. Por conta da suspensão de aulas nas universidades públicas e privadas, e nas escolas, bem como, a redução de pessoas em alguns ambientes de trabalho, a cidade tem vivido em clima de “quarentena”. As ruas da segunda maior cidade da Paraíba, tem amanhecido com poucas pessoas. Na área Central, o movimento também foi sensivelmente reduzido.

O comércio sofre com os efeitos da pandemia e os efeitos negativos na economia é visível. Em ruas como Maciel Pinheiro, Marquês do Herval,Venâncio Neiva e João Pessoa, onde se concentram as maiores lojas de confecção, calcados e eletrodomésticos, o movimento tem sido fraco nessa época do ano.

Até nos shoppings, o novo coronavírus alterou a rotina. Com mais pessoas circulando na cidade, muitas lojas passam os dia praticamente vazias. Apenas nas farmácias e em alguns supermercados, o movimento segue inalterável devido a procura por álcool em gel e máscara cirúrgica para se proteger do vírus.

Nos ônibus, cenas nunca vistas, tem se formado nesses dias de apreensão e medo por conta da pandemia. No Terminal de Integração de Passageiros, “um batalhão” de pessoas contratadas pelo Sitrans, tem entrado nos coletivos e realizado o trabalho de higienização com álcool em gel. A determinação foi da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP}.

Os passageiros também tem as mãos, e até os sapatos higienizados. Campina Grande segue sob alerta depois do decreto da Prefeitura Municipal. Uma série de medidas está em implementação para conter e evitar a proliferação do coronavírus.

O coronavírus tem causado impactos negativos na economia elevando o risco de ocorrer uma recessão global, e já afetado Campina Grande. A Associação Comercial já aponta impacto negativo do Covid-19 em apenas uma semana de “quarentena”.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande, Marcos Procópio, destacou que o movimento de pessoas diminuiu nas ruas centrais da cidade.

– Economicamente falando tem uma queda brutal do comércio presencial. Do comércio online não sabemos ainda como vai ser o comportamento. O comércio presencial está sofrendo bastante. Todos os demais fatores que desencadeiam em torno disso desde arrecadação de tributos, geração de emprego e manutenção dos empregos não sabemos mensurar. Se andar na rua de Campina Grande vai ver um esvaziamento completo, as pessoas estão se alto isolando – disse.

Severino Lopes
PB Agora

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