De acordo com dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), o Natal deste ano deve registrar 5% de crescimento em relação ao mesmo período de 2011. O crescimento é menor do que o registrado em 2010, comparado a 2009, que foi de 7,6%. Mas, para Fernanda Della Rosa, assessora econômica da Fecomercio, o ano de 2010 registrou uma alta no índice de crescimento por conta da crise mundial vivida no período anterior.
A economista acredita que, em 2012, alcançaremos um equilíbrio entre as médias de crescimento dos últimos anos. Para ela, o bom momento se deve a alguns fatores que impactam diretamente as vendas do período. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, que é feita mensalmente pela instituição, em agosto, o nível de endividamento fechou em 53,5%, enquanto o de inadimplência chegou a 15, 2%. De acordo com a economista, os dados, são positivos, já que no primeiro semestre deste ano, o nível de inadimplência chegou a 22%. "Essa queda na inadimplência mostra que o consumidor está aprendendo a administrar melhor os incentivos para compra", diz Fernanda.
Outra estatística que é levada em consideração, no momento de definir a projeção das vendas do Natal, é o índice de confiança do consumidor. Segundo a economista, o índice que vai de 1 a 200, alcançou, em agosto deste ano, 156,3. Um bom sinal para o mercado, já que a população se mostra mais segura e confiante para consumir.
A queda dos juros do cartão de crédito rotativo também deve ser um incentivo ao consumo durante o Natal. Na última semana, o banco Bradesco anunciou um corte de 54% nos juros do rotativo dos cartões de crédito, que passam de 14,9% para 6,9%. A medida deve ser, gradualmente, adotada pelas demais instituições financeiras, afirma a economista da Fecomercio.
Natal para PMEs
Para Valdir Cavalcante, analista de orientação empresarial do Serviço Nacional de Apoio ao Micro e Pequeno Empreendedor de Pernambuco (Sebrae-PE), para aproveitar o aquecimento do mercado durante o Natal, as pequenas e médias empresas devem fazer um planejamento de vendas.
Esse planejamento deve ser iniciado entre setembro e outubro. Nele, o empreendedor tem que definir os fornecedores, ações promocionais e formas de pagamento. Com todos esses detalhes acertados, o empresário pode começar a captar a clientela desde novembro. "O brasileiro tem a fama de fazer tudo de última hora, mas o empreendedor pode e deve promover ações que estimulem o consumo antes de dezembro", esclarece Valdir. Segundo ele, o empresário só tem a lucrar com isso, pois o consumidor que compra antes do Natal também acaba adquirindo algumas outras mercadorias em dezembro. "O empreendedor ‘ganha’ esse cliente duas vezes", aponta.
O planejamento ainda tem uma vantagem adicional: ajuda a fazer bons negócios com fornecedores. Com mais tempo, o empresário tem como pesquisar os melhores preços e condições de compra para que consiga passar esses diferenciais ao público final.
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