Categorias: Economia

Mulheres da PB vêm ocupando cargos de predominância masculina

Mulheres que entenderam que o lugar delas é onde elas querem, vem alterando as estatísticas em cargos de predominância masculina, como a construção civil. Pesquisas evidenciam que a força de trabalho feminina está aumentando, tanto nos escritórios de engenharia, como em canteiros de obra do Brasil. Dados do Ministério do Trabalho e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), entre 2002 e 2012, mostram que a participação das mulheres na construção civil cresceu 65%.

 

 

Ainda conforme o RAIS, a média desse crescimento no Brasil é de 20% ao ano. Na Paraíba, elas estão ocupando 13% dos canteiros de obra, conforme o Crea-PB. O destaque vem causando tamanho impacto que tornou- se tema de livro: "Flores no canteiro", de Flávia Gomes. O livro conta a trajetória de duas mulheres – Cida Medeiros e Luzia Teles – que ergueram uma obra equiparada a 10 prédios de 10 andares cada, em um período de oito meses. As engenheiras conduziram a construção do Motiva Oriental, localizado no bairro Altiplano.

 

De acordo com a autora do livro, o propósito da obra é mostrar a representatividade feminina em setores de trabalho conhecidos pela predominância masculina, como a construção civil. “O livro Flores nos Canteiros fala de engenharia de forma humanizada.Nesse perfil jornalístico contamos a história de superação de duas mulheres engenheiras que lutaram para chegar onde estão e hoje se destacaram na profissão que escolheram, mostrando que lugar de mulher é em todo canto, menos no lugar comum”, afirma Flávia Gomes. O livro será lançado em abril deste ano.

 

No Estado da Paraíba, a quantidade de engenheiras civis registradas no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PB) é um total de 2.499 mulheres, isto é, 13% dos profissionais inscritos. No país, cerca de 15% do total de profissionais da engenharia são mulheres, segundo dados do Confea, colhidos em 2017.

 

Por trás desses números existem histórias de moças dispostas a quebrar paradigmas que envolvem gênero e profissão. Em entrevista a imprensa paraibana Fernanda Ximenes, Lúcia Vieira e Flávia Pereira são paraibanas que têm em comum essa paixão e determinação. Fernanda Ximenes, 31 anos, hoje é sócia e diretora da Tecsol Construção, entretanto, anos atrás nem imaginava que faria da construção civil sua carreira profissional.

 

O que antes era apenas uma memória afetiva, atualmente é o maior orgulho da paraibana. Na construtora, ela faz de tudo, tudo o que for preciso para manter esse orgulho. "Minha função é a que for necessária! Faxineira, pedreira, administradora, gerente de obra, motorista, empreiteira… A dona, como em qualquer pequena empresa, tem que fazer o que for necessário", expressa.

 

Redação

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