O real encerra 2010 como a moeda mais valorizada frente ao dólar na América Latina. Estudo da Consultoria Economática, que analisa o comportamento da divisa americana em sete países da região e na Zona do Euro, comprovou que, de 31 de dezembro de 2002 (início do governo Lula) a 21 de dezembro de 2010, o Real apresentou valorização de 108,16%. “Os principais motivos foram as políticas monetária, fiscal e cambial, iniciadas com o ex-presidente do Banco Central (BC) Armínio Fraga e continuadas por Henrique Meirelles, com competência louvável”, disse Mário Paiva, especialista em câmbio da Corretora BGC Liquidez.
A maior valorização anual do Real no governo Lula se deu em 2009, com 34,22%. Nestes oito anos, somente em 2008 (no auge da crise econômica global), a moeda brasileira apresentou depreciação, de 24,21%. A pesquisa da Economática leva em consideração o dólar Ptax venda (calculada pelo Banco Central no fim de cada dia, a Ptax é a taxa média de todos os negócios com dólares realizados naquela data no mercado interbancário de câmbio), que em 31 de dezembro de 2003 era cotado a R$ 3,533 e anteontem fechou em R$ 1,6974.
Apesar das críticas à política fiscal do governo Lula e do receituário, constantemente indicado pelos analistas do mercado financeiro, sobre a necessidade urgente de corte de gastos públicos, Mário Paiva contesta a unânime toada de seus colegas com o argumento de que, hoje, “o país é confiável para o investimento estrangeiro e prova disso foi o investment grade (grau de investimento, a nota máxima) das agências de rating (aquelas que dão nota para menor ou maior grau de risco de insolvência), que sempre foi o sonho de Armínio Fraga”.
Princípios
Mário Paiva lembra que, na década de 1990, quando o ex-presidente do BC assumiu, impôs três princípios ao então presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso: câmbio flutuante; meta de inflação; e autonomia do BC para fiscalizar bancos públicos. “É claro que ninguém consegue agradar a todos.
Mas o Brasil está em situação bem melhor, o nível de pobreza baixou significativamente e saímos muito bem da crise de 2008, quando quebrou o Lehman Brothers. E isso se deve não só ao Meirelles, mas a toda a equipe do BC, sem exceção”, destacou.
Segundo a Economática, em 2003, o real se valorizou 22,29% frente ao dólar; em 2004, 8,85%; no ano seguinte, 13,40%; em 2006, 9,48%; em 2007, 20,70%; em 2009, voltou a se valorizar em 34,22%; e, em 2010, até 21 de dezembro, já ganhou 2,58%. O único ano em que a moeda brasileira caiu no confronto com o dólar foi 2008. Dos sete países estudados pela Economática na América Latina, apenas três perderam para o dólar: Argentina, México e Venezuela.
Prosperidade
Os países do Bric — Brasil, Rússia, Índia e China — estão entre os mais otimistas com a economia em 2011, segundo aponta uma pesquisa coordeanda pelo Gallup International/WIN. No grupo, 49% dos entrevistados acreditam que 2011 será um ano de prosperidade econômica. O índice só é inferior à média atingida nas nações africanas: 51%. No Brasil, a pesquisa foi conduzida pelo Ibope Inteligência. De 2 mil pessoas entrevistadas no país, 56% acreditam que o próximo no será próspero.
Nova cabeça no Santander
» O atual diretor presidente do Santander, Fábio Barbosa, deixará o cargo para ocupar a Presidência do Conselho de Administração da instituição financeira no país. “Fábio Barbosa já havia demonstrado interesse em deixar a função de diretor presidente da organização, após a finalização do processo de integração e depois de quase três anos na Presidência do Santander Brasil”, justificou o grupo, em comunicado enviado à imprensa. Barbosa será substituído por Marcial Portela, atual diretor-geral do grupo. Portela teve responsabilidade direta nos últimos três anos pela operação brasileira, tendo acompanhado todo o processo dos investimentos feitos pelo Santander no Brasil desde 1999, incluindo a aquisição do Banco Real. De acordo com o comunicado, Barbosa e Portela trabalharam juntos nos últimos três anos. O nome de Barbosa será submetido à assembleia geral de acionistas e a intenção é que as nomeações dele e de Portela sejam efetivadas a partir de 4 de fevereiro de 2011.
Dólar ladeira abaixo
Em um dia de poucos negócios, o dólar teve ontem uma oscilação bastante modesta, entre R$ 1,703 e R$ 1,692, para encerrar o dia em R$ 1,696, em leve queda de 0,12%. Na antevéspera do recesso de Natal, poucos investidores também mostraram-se dispostos a operar no mercado brasileiro de ações, que encerrou os negócios com uma valorização moderada.
O giro financeiro da bolsa brasileira foi de R$ 5,17 bilhões, bem abaixo da média de R$ 6,8 bilhões/dia deste mês. O Ibovespa avançou 0,38% no fechamento, aos 68.470 pontos, acompanhando os indicadores internacionais. As principais divulgações previstas para o dia, entre as quais a mais importante foi o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, ficaram abaixo das expectativas do setor financeiro.
O PIB do terceiro trimestre, divulgado pelo governo americano, revelou um crescimento de 2,6% ante o trimestre anterior, pela taxa anualizada. No segundo trimestre, o incremento foi de 1,7%. Economistas do setor financeiro estimavam uma alta do PIB entre 2,7% e 2,8%. Ainda nos EUA, a entidade privada NAR (associação dos corretores) apontou um crescimento de 5,6% nas vendas de imóveis usados em novembro. O mercado estimava um incremento de 6,8%. No campo doméstico, analistas continuam trabalhando com a expectativa de elevação dos juros pelo Banco Central em janeiro.
Dificilmente, a bolsa brasileira cumprirá os prognósticos de analistas, que previam o índice Ibovespa acima de sua marca histórica (em torno de 73 mil pontos) no fim deste ano. Essas projeções foram atrasadas para o primeiro trimestre do ano que vem, quando o indicador acionário deve ultrapassar os 75 mil pontos, rumo à marca dos 80 mil. Por enquanto, o mercado futuro não tem referendado nem mesmo o novo prazo estimado para o recorde: o contrato de índice aponta o Ibovespa ainda abaixo dos 70 mil nos primeiros meses do ano.
Correio Braziliense
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