Categorias: Economia

Ministro quer que Petrobras invista mais na Argentina

O ministro do Planejamento da Argentina, Julio de Vido, pediu nesta sexta-feira (20) ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que a Petrobras amplie os investimentos no país vizinho de modo a levar sua participação no mercado argentino de combustíveis dos atuais 8% para 15%.

De Vido, que esteve reunido com Lobão e a presidente da estatal brasileira, Maria das Graças Foster, em Brasília, disse ainda que espera que a Petrobrás desenvolva projetos conjuntos com a petroleira YPF, expropriada pelo governo argentino nesta semana. De Vido é um dos interventores da YPF nomeados pela presidente argentina Cristina Kirchner.

“Aqueles que julgam que a minha visita é para desestimular a presença da Petrobras na Argentina estão enganados. Esta visita não poderia ter outro significado do que esse: buscar que as nossas empresas, de agora em diante, avancem em negócios conjuntos não só em nossos projetos mas em toda a região”, disse ele.De acordo com de Vido, a participação da Petrobras no mercado argentino de combustíveis, que já foi de 12%, hoje é de 8%. Para ele, a empresa pode realizar investimentos para chegar a 15%.

Em entrevista ao lado do colega argentino, o ministro Edison Lobão afirmou que a Petrobras vai aumentar os investimentos no país vizinho dentro do possível. Ele apontou, porém, que empresa pode ter dificuldades de atender à solicitação por conta dos investimentos no pré-sal.

“A Petrobrás fará tudo o que puder fazer. Não fará mais do que não pode. Nós estamos em um processo de investimento interno muito grande, com vistas ao pré-sal, fazendo encomendas enormes. Mas na medida em que nós pudermos nós atenderemos ao convite da Argentina”, disse Lobão.

"A nossa intenção é investir o mais que pudermos na Argentina, seja porque é um bom negócio para Petrobras ou porque é um interesse do governo argentino", completou o ministro. Ele negou que a expropriação da YPF traga insegurança para a empresa brasileira realizar os investimentos. "Nós confiamos nas nossas relações com a Argentina. São relações sólidas e não temos porque duvidar do governo argentino."

Sobre a queda de participação da Petrobras no mercado argentino, Lobão disse que nos últimos anos a empresa brasileira abriu mão de alguns ativos em vários países, entre eles a Argentina.

Segundo ele, no ano passado a estatal investiu cerca de US$ 500 milhões na Argentina e, em 2012, o valor será praticamente o mesmo.

Inspiração na Petrobras
De Vido descartou a possibilidade de reversão do processo de nacionalização da YPF. De acordo com ele, a presidente argentina Cristina Kirchner se inspira no exemplo da Petrobras para desenhar o novo papel da YPF.

“A YPF vai ter uma condução absolutamente profissionalizada. Será uma sociedade anônima, com controle estatal, muito parecida – e a presidente Cristina mencionou isso – com o exemplo da Petrobras.”

Presidente Dilma
Indagada sobre o pedido do governo argentino para que a Petrobras amplie os investimentos na Argentina, após cerimônia de formatura da turma de diplomatas de 2010-2012 do Instituto Rio Branco e da cerimônia de Condecoração da Ordem de Rio Branco, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff disse desconhecer o assunto.

"Eu não tenho conhecimento desse pedido de ajuda. Quando eu tiver eu me manifesto. A hora que a Petrobras me disser quais são os termos do pedido eu me manifesto. Agora, o Brasil sempre foi um país que nunca se negou a ajudar quem quer que seja. Agora, depende de qual é o pedido".

Em relação à expropriação da petroleira YPF pelo governo argentino, a presidente Dilma disse que o Brasil não irá interferir no assunto e que tem passado essa orientação ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

“Eu estou dizendo para o ministro Lobão que o Brasil não interfere em assuntos internos de outros países. De maneira alguma nós interferiremos, emitiremos posições ou faremos juízos de valor”, declarou.

Em discurso durante o evento desta sexta-feira, a presidente afirmou que não deixará a indústria brasileira ser "sucateada" pela guerra cambial.

 

G1

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