Impulsionado pelo reajuste de tarifas, o mercado de locação de automóveis faturou R$ 5,11 bilhões no ano passado. O valor representa crescimento de 17% em relação ao ano anterior, quando o faturamento do setor chegou a R$ 4,37 bilhões.
"Enquanto a frota cresceu 14%, o crescimento no faturamento foi maior (17%) por conta da recuperação no valor das tarifas, que há anos não eram corrigidas e estavam defasadas", diz Paulo Gaba Jr, presidente do conselho da Abla (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis).
Na locação para pessoas físicas, o preço da diária de carros passou de R$ 60 a R$ 70 para a faixa de R$ 85 no caso de automóveis populares. Nos modelos de médio, porte subiu de R$ 100 para R$ 130, segundo informa a associação.
Do total de R$ 5,11 bilhões faturados pelo setor, o turismo de lazer (relacionado diretamente a locação de carros por pessoas físicas) ainda é pequeno em comparação à participação dos demais –corresponde a 20%.
Já a terceirização de frotas e o turismo de negócios –ligados à locação de pessoas jurídicas– são responsáveis por 56% e 24% do faturamento, respectivamente.
Até dezembro, existiam no país 2.008 locadoras, que empregavam, juntas, 264.708 pessoas. A frota total das empresas é de 414.340 veículos, com idade média de 15 meses.
A participação do mercado de locação de carros nas vendas das montadoras e importadoras cresceu 9,4 % no ano passado, pouco acima do registrado em 2009, segundo a Abla.
"A expansão do mercado de locação só não foi maior porque não existe uma política de financiamento para o setor. Há oito anos reivindicamos incentivos, mas nada de concreto ainda foi feito. Não há qualquer isenção de impostos ou outro incentivo para que a locação cresça no país", diz Gaba Jr.
Os descontos dados para o pagamento de ICMS são definidos por cada Estado, segundo afirma. "E os descontos no valor dos carros são obtidos diretamente pelas empresas em negociações com as montadoras."
Volkswagen, Fiat e GM lideram os três primeiros lugares no ranking de participação no mercado de locação de veículos. Ford e Renault aparecem em quarta e quinta posições.
"Ford e Renault aparecem tecnicamente empatadas, com 2,49% e 2,48% de participação. No ano passado, tinham respectivamente 3,92% e 3,54%. O que explica em parte a diminuição dessa diferença é a falta de novos modelos da Ford nesse mercado e a aceitação de carros, com o Logan, da Renault, para locações", diz o executivo.
"Mas de uma forma geral faltam políticas específicas para o setor, como um gerente para atender os frotistas, mais promoções e descontos maiores na hora de comprar em maior quantidade", afirma Gaba Jr.
Folha.com
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