Depois de a ministra Dilma Rousseff anunciar mais um adiamento do pacote habitacional para o dia 30 deste mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu contradizer a ministra e afirmou que o pacote será lançado na próxima quarta-feira, dia 25. A reação de Lula veio quase no mesmo momento em que a pesquisa CNI/Ibope mostrou que a avaliação positiva do governo no combate à crise caiu de 62% em dezembro de 2008 para 47% em março de 2009.

Lula disse que o pacote de habitação tem o objetivo de construir um milhão de casas para famílias com renda de até dez salários mínimos. Ele não deu detalhes sobre como o programa irá funcionar e quando as obras terão início.

 

"Na quarta-feira, vamos anunciar um grande programa de habitação no Brasil para construir um milhão de casas", disse ele, no encerramento do seminário "Oportunidades de Comércio, Negócios e Investimentos entre Argentina e Brasil", ao lado da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

 

"Esperamos ser um desafio extraordinário para a indústria da construção civil brasileira, que passou 50 anos reclamando e agora vai ter um milhão de casas para serem construídas, casas para pessoas de zero a 10 salários mínimos", acrescentou.

 

Novas medidas

 

O presidente afirmou que essa não será a única medida do governo com o objetivo de combater os efeitos da crise internacional no País, mas não entrou em detalhes sobre quais seriam tais ações. "Certamente outras medidas vão ser anunciadas na medida em que vá sendo necessário a gente fazer o ajuste da economia", retomou.

 

O presidente disse que o crédito no País já está sendo retomado, diferentemente do que está ocorrendo nos países desenvolvidos, "onde o crédito desapareceu". "Trabalho com a confiança de que nós teremos um segundo trimestre melhor que o primeiro, e um terceiro trimestre melhor, e a partir daí a economia brasileira, argentina e da América do Sul e no mundo inteiro comece a se recuperar", declarou.

 

Lula admitiu que a economia brasileira teve um "problema sério" nos meses de outubro, novembro e dezembro, mas ponderou que ela já começa a dar sinais de recuperação. "Certamente, nós não cresceremos o tanto que queríamos crescer, mas com o passar do tempo nós vamos perceber que o Brasil estará entre os países que tiveram crescimento positivo no PIB, diferentemente dos países que estão em recessão, economias fortes como Estados Unidos, países europeus e Japão", afirmou.

 

Como exemplo, ele citou o caso da indústria automobilística brasileira, que passou por uma "crise medonha" no último trimestre de 2008. "Algumas empresas já estão convocando os trabalhadores para fazer hora extra no sábado. Eu acho isso importante", exemplificou.

 

Lula disse ainda que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) vão gerar muitos empregos no País. "Portanto iremos recuperar parte dos empregos, no mês de fevereiro. Já tivemos crescimento positivo dos empregos formais criados em fevereiro", destacou.

 

Estadão

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