O lucro líquido do Bradesco em 2008 foi de R$ 7,620 bilhões, 4,87% abaixo dos R$ 8,010 bilhões obtidos em 2007, segundo dados divulgados nesta segunda-feira. No quarto trimestre do ano passado, o lucro líquido ajustado foi de R$ 1,605 bilhão, contra R$ 2,193 bilhões no mesmo período do ano passado (uma queda de 26,81%).

Sem ajustes extraordinários relativos ao período, o lucro no quarto trimestre foi de R$ 1,806 bilhão. No terceiro trimestre do ano passado, o lucro líquido do banco foi de R$ 1,910 bilhão. O valor de mercado do Bradesco em 31 de dezembro era de R$ 65,354 bilhões. Os ativos totais em dezembro de 2008 registraram saldo de R$ 454,413 bilhões, crescimento de 33,2% em relação ao mesmo período de 2007.

A carteira de crédito do banco atingiu R$ 215,345 bilhões, uma alta de 33,4% em relação a igual período do ano anterior. As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 73,768 bilhões (crescimento de 24,4%), enquanto as operações com pessoas jurídicas atingiram R$ 141,577 bilhões (crescimento de 38,6%).

O patrimônio líquido no final do ano somou R$ 34,257 bilhões, crescimento de 12,8% sobre igual período do ano anterior. O índice de Basileia chegou a 16,1% sob a ótica do Novo Acordo de Capital (Basileia 2).
 

A remuneração aos acionistas, na forma de juros sobre o capital próprio e dividendos pagos e provisionados, somou R$ 2,692 bilhões no ano –valor equivalente a 35,3% do lucro líquido do mesmo período.
 

Os impostos e contribuições, inclusive as previdenciárias, pagos ou provisionados no período, decorrentes das principais atividades desenvolvidas pelo Bradesco, totalizaram R$ 5,661 bilhões, equivalentes a 74,3% do lucro líquido.

O índice de eficiência operacional em dezembro de 2008 foi de 42% (contra 41,8% em dezembro de 2007). No período, os investimentos em infra-estrutura, informática e telecomunicações somaram R$ 2,670 bilhões –alta de 27,2% em relação ao mesmo período de 2007.

"O ano 2008 deixou o registro de uma abrupta mudança no cenário econômico mundial, iniciada no segundo semestre, período em que dificuldades de liquidez de grandes instituições financeiras dos EUA vieram à tona e passaram a atingir os demais países, com diferentes graus de intensidade", avaliou o presidente do conselho de administração do Bradesco, Lázaro de Mello Brandão, em um comunicado.

Ele destacou que os sinais de desaceleração econômica "começaram a se fazer sentir em alguns setores, destacando, entre os principais indutores de crescimento nos anos mais recentes, os de veículos e de construção civil". Mesmo com um ganho de confiança após as "medidas preventivas já adotadas ao longo dos últimos anos pelo Banco Central", as operações financeiras tornaram-se "ainda mais seletivas, particularmente no que diz respeito à questão do crédito".

FOLHA ONLINE

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