O lucro do Banco do Brasil em 2008 registrou um crescimento de 74% em relação ao de 2007, e ficou R$ 8,8 bilhões. No quarto trimestre do ano passado, o crescimento do lucro foi de 142% sobre o mesmo período de 2007, chegando a R$ 2,9 bilhões. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira. O lucro do Banco do Brasil no ano passado, assim, estabelece um novo recorde.

 

O Bradesco, em 2007, teve um lucro de R$ 8,010 bilhões; o lucro do ano passado, divulgado no início deste mês, foi de R$ 7,620 bilhões –4,87% menor que o do ano anterior. O lucro do Itaú, por sua vez, praticamente dobrou em 2007, com um crescimento de 96,66%, ficando em R$ 8,474 bilhões –os resultados do Itaú referentes ao ano passado ainda não foram divulgados.

 

Os ativos totais do banco cresceram 14,1% no trimestre passado e 38,2% em 12 meses, alcançando R$ 507,3 bilhões. A carteira de crédito alcançou R$ 224,8 bilhões, expansão de 39,9% em 12 meses e de 11,2% no trimestre. Incluindo garantias prestadas e os títulos e valores mobiliários privados, a carteira de crédito atingiu R$ 237,2 bilhões, crescimento de 11% no trimestre.

 

A carteira de crédito doméstica cresceu 40,4% em 12 meses e 10,8% no trimestre, superando o crescimento da indústria, de 6,5% no trimestre e 31,1% em doze meses.

 

O crédito a pessoas físicas cresceu 52,5% em um ano e 12,4% na comparação trimestral, chegando a R$ 48,8 bilhões. Os principais destaques foram o CDC Consignação e o Financiamento a Veículos, com crescimento em 12 meses de 48,4% e 120,7% respectivamente. Com saldo de R$ 17,626 bilhões ao final do trimestre, o crédito consignado se consolida como carro-chefe do crédito à pessoa física no Banco.

 

O crédito total a pessoas jurídicas (segmentos de microempresas e de médias e grandes Empresas) atingiu R$ 97,192 bilhões, expansão de 48,4% em relação ao quarto trimestre de 2007 e de 13,9% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, com destaque para as linhas de capital de giro e investimento, que tiveram crescimento em 12 meses de 73,5% e 43,4% respectivamente. Ajustando o efeito das incorporações e carteiras adquiridas, o crescimento na carteira de pessoa jurídica teria sido de 48,2% no ano.

 

O banco destacou a compra no ano passado do Banco do Estado do Piauí (BEP), por R$ 81,7 milhões, e do Besc (Banco do Estado de Santa Catarina), por R$ 685 milhões. O Banco do Brasil também fechou a compra da Nossa Caixa –que pertencia ao Estado de São Paulo– por R$ 5,386 bilhões.

 

Folha Online

 

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