Por pbagora.com.br

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira (27), durante audiência pública no Congresso Nacional, que os juros reais brasileiros, isto é, após o abatimento da expectativa de inflação para os próximos doze meses, já está em 5,2% ao ano, ou seja, ao redor de 5% ao ano.

 

"Ouvíamos muitos economistas expressando que um dia [os juros reais] estariam se aproximando de 5%, perto do padrão internacional. Juro real de 5% é consistente com muitos emergentes. Não no dia de hoje [quando as taxas de juros ao redor do mundo caíram de maneira geral por conta da crise financeira], mas dentrro de um padrão histórico", avaliou Meirelles.

 

Segundo o presidente do Banco Central, a redução da taxa básica de juros, que atualmente está em 10,25% ao ano, o menor patamar da história, e que serve de referência para os juros bancários, contribuiu para a obtenção deste nível de juros reais. Com a decisão do BC, o Brasil deixou, no fim de abril, o posto de líder mundial de juros reais.

 

De acordo com Henrique Meirelles, a taxa de juros futura de 360 dias, ou seja, de um ano, do mercado financeiro, atualmente está em 9,38% ao ano, também a mais baixa da história. Quando os juros futuros estão abaixo da taxa básica (atualmente em 10,25% ao ano), isso indica que o mercado financeiro acredita em novos cortes da taxa Selic. A expectativa dos analistas é que os juros caiam para 9% ao ano até o fim de 2009.

 

"Essa taxa chegou a 30% ao ano em 2003 e vem caindo gradualmente por conta de dois componentes: um cíclico (de aperto e flexibilização da taxa de juros), mas também uma tendência estrutural de queda, produto da estabilidade e da inflação na meta", disse ele.

 

Meirelles acrescentou que o Brasil é um dos "poucos países" do mundo com inflação dentro da meta. Pelo sistema adotado no Brasil, há um sistema com uma meta central (4,5%), um piso (2,5%) e um teto (6,5%). Essas metas valem para este ano e para 2010.

 

 

 

G1

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