Com o valor médio de R$ 299,90, a cesta básica encontrada em João Pessoa teve a terceira maior alta (3,98%) dentre as capitais brasileiras no mês de abril, comparada ao mês anterior, segundo divulgou nesta quinta-feira (7) o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Os números diferem daqueles divulgados esta semana pelo Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual (Ideme), que apontou acréscimo de 0,66%, no mês de abril.
Também teve a mesma alta a cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. As maiores elevações foram percebidas em Campo Grande (6,05%) e Rio de Janeiro (4,51%). O único decréscimo foi registrado em Manaus (-1,73%).
O custo da cesta na capital da Paraíba é considerado pela pesquisa um dos mais baratos do país. As cestas com menores valores médios foram observadas em Aracaju (R$ 281,61), João Pessoa (R$ 299,90) e Natal (R$ 300,73). O maior custo da cesta foi apurado em São Paulo (R$ 387,05), seguido de Vitória (R$ 376,46) e Rio de Janeiro (R$ 374,85).
Do total de 18 cidades onde o Dieese realizou a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, em 17 municípios houve aumento de preços no conjunto de bens alimentícios, em abril.
O Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo que seria necessário para brasileiro, com base no total apurado para a cesta mais cara (São Paulo), levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em abril de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.251,61, quatro vezes mais do que o mínimo atual de R$ 788.
Redação








