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IPCA afirma que em 12 meses País pode ter atingido pico, mas segue pressionado

IPCA em 12 meses pode ter atingido pico, mas segue pressionado

A inflação brasileira em 12 meses provavelmente atingiu seu pico em setembro, mas isso não representa uma melhora significativa do quadro, já que a desaceleração prevista para a partir de outubro deve-se mais à saída das altas taxas do final do ano passado.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou na manhã desta sexta-feira que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo subiu 0,53% em setembro, após alta de 0,37% em agosto, na maior alta para esse mês desde 2003. No ano, o IPCA acumulou elevação de 4,97% .

Nos 12 meses encerrados em setembro, a alta acumulada do IPCA foi de 7,31%, a maior desde maio de 2005, seguindo acima dos 6,5% que são o teto da meta perseguida pelo governo. O acumulado vem superando esse patamar desde abril.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, vem reiterando que o pico da inflação em 12 meses seria em setembro e que a tendência a partir daí seria de desaceleração e convergência para o centro da meta.

Analistas concordam com a questão do pico, mas têm dúvidas sobre a convergência. ”A inflação em 12 meses vai desacelerar, porque o fim do ano passado teve taxas médias de 0,80% e agora a gente não antecipa isso… Vemos uma taxa média no quarto trimestre de 0,55% e de 0,65% no primeiro trimestre de 2012″, disse Flávio Serrano, economista sênior do Espírito Santo Investment Bank.

-Então, (a taxa acumulada) está fadada a desacelerar, mas isso não significa que vamos estar numa trajetória benigna de inflação. Ela vai continuar com taxas mensais acima do centro da meta (quando anualizadas)-, acrescentou.

Gustavo Arruda, economista do BNP Paribas, acredita que a inflação deve continuar no atual patamar mensal por algum tempo, mas isso não resolve o problema. ”Acreditamos que a inflação continua sendo um desafio maior do que se acreditava”, disse Arruda. “Temos dificuldade em ver o IPCA atingindo o centro da meta no futuro próximo.”

Ainda assim, os analistas acreditam na manutenção do afrouxamento monetário, devido aos sinais do BC, que cita a preocupação com a turbulência externa. No final de agosto, o Comitê de Política Monetária reduziu o juro básico em 0,5 ponto para 12%.

 

 

Correio do Brasil

 

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