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Inflação da baixa renda acelera para 0,71% em janeiro

 A inflação percebida pelas famílias de baixa renda registrou 0,71% em janeiro, ante 0,56% em dezembro, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), divulgado nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador é usado para mensurar o impacto das oscilações de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. O índice acumula alta de 4,70% em 12 meses até janeiro.

 

Levando em consideração outro indicador de inflação medido pelo FGV, o Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-Br), que abrange todas as classes sociais, as pessoas de baixa renda são menos impactadas pela alta de preços. O IPC-Br de janeiro subiu para 0,99% e, no acumulado de 12 meses registrou alta de 5,61%.

 

A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Com a queda de 4,14% no preço dos laticínios em janeiro não foi suficiente para conter a alta da inflação do grupo Alimentação do IPC-C1, que subiu de 0,71% em dezembro para 0,80% no primeiro mês do ano. Alguns alimentos também tiveram forte aceleração. A cebola subiu 28,90% em janeiro, depois de alta de 16,58% em dezembro. Já a cenoura avançou 39,42%, depois de alta de 13,19% no último mês de 2013. Apesar disso, os preços do tomate cederam 9,58%, invertendo parte da alta de 11,12% registrada em dezembro.

 

No item Despesas Diversas os cigarros, que tiveram uma inflação de 0,68% em dezembro, aumentaram 6,59% de preço em janeiro, contribuindo para a aceleração para 3,80% do grupo neste início de ano. Os preços de Educação, Leitura e Recreação também subiram para 2,99% no mês. Telefonia fixa e internet, cujos preços haviam caído 1,42% em dezembro, registraram aumento de 1,19% em janeiro.

 

O grupo Transportes, que vinha sendo fortemente influenciado pelo reajuste dos preços da gasolina ao longo do mês de dezembro, arrefeceu a alta de preços. A gasolina saiu de alta de 4,04% para queda de 0,05% entre o fim de 2013 e início de 2014. Assim, o grupo todo, que registrara aumento de 0,67% no último mês do ano passado, registrou alta mais tímida em janeiro, de 0,30%.

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