O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), utilizado como referência em reajuste de contratos de aluguel e de energia, registrou deflação de 0,36% na segunda prévia de março, contra alta de 0,45% na mesma leitura feita no mês anterior. De acordo com dados divulgados hoje (19) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador acumula queda de 0,54% no ano e elevação de 6,68% nos últimos 12 meses.

Contribuiu para o resultado a retração observada no Índice de Preços por Atacado (IPA), que apresentou taxa de -0,65% depois de ter sofrido elevação de 0,47% no mesmo período de fevereiro. Responsável por 60% do IGP-M, o IPA foi influenciado pelos preços dos alimentos processados (de 3,24% para 0,78%), no estágio dos bens finais (de 1,52% para 0,34%). Já no estágio das matérias-primas brutas, que também sofreram retração, passando de 1,00% para -2,17%, os destaques foram o recuo da soja (de 6,44% para -7,98%), do milho (6,67% para -5,15%) e do café (de 8,00% para -3,23%).

O Índice de Preços ao Consumidor, que responde por 30% do IGP-M, registrou desaceleração, passando de 0,38% no mesmo período do mês anterior para 0,31%. A principal contribuição partiu de educação, leitura e recreação (de 1,59% para 0,18%), com destaque para cursos formais (de 2,53% para 0,09%). O mesmo movimento foi observado em alimentação (de 0,26% para 0,19%), puxado por carnes bovinas (de -1,04% para -3,21%), arroz e feijão (de -0,35% para -2,67%), hortaliças e legumes (de 2,65% para 2,12%) e bebidas não-alcoólicas (de 1,30% para 0,21%); e despesas diversas (de 0,35% para 0,13%), influenciado por cerveja (de 1,50% para 0,11%).

O levantamento também mostra recuo no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que ficou em -0,04% contra 0,43% na segunda prévia de fevereiro. A taxa do índice relativo a materiais, equipamentos e serviços passou de 0,52% para -0,17%, em março, e o índice que capta o custo da mão-de-obra variou 0,12%, depois de ter registrado 0,33% no mesmo período do mês anterior.

Para calcular a segunda prévia do IGP-M de março, a Fundação Getulio Vargas pesquisou preços entre os dias 21 de fevereiro e 10 de março.

Agência Brasil
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