O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Região Metropolitana de João Pessoa registrou uma leve queda neste mês de junho de 0,52% em relação ao mês anterior. Esta é a sexta queda consecutiva de acordo com o levantamento do Instituto Fecomércio de Pesquisas Econômicas e Sociais da Paraíba (IFEP). A confiança passou de 98,84 pontos em maio deste ano para 98,33 em junho.
Na comparação anual, de junho deste ano com o mesmo mês de 2014, o ICC apresentou uma retração de 8,95% caindo de 107,99 para 98,33 pontos. Este resultado mostra que os consumidores entraram na fase de pessimismo perante a atual situação econômica do país. Isto acontece quando o indicador de confiança fica abaixo dos 100 pontos. Pois a escala de pontuação varia de 0 a 200, na qual acima de 100 pontos indica otimismo e abaixo disso, pessimismo.
“Este comportamento de diminuição da confiança pode ser atribuído, em parte, a fatores como: aumento da inflação, que diminui o poder de compra da população, além da menor oferta de crédito e aumento do desemprego. A expectativa é que a confiança do consumidor caia mais um pouco no próximo mês, influenciado por novos reajustes de preços administrados, a exemplo dos combustíveis cujo aumento foi autorizado para entrar em vigor a partir de 1º de julho e pelo reajuste das passagens dos ônibus interestaduais. Contudo, esse quadro deve ser revertido logo que as medidas de ajuste na economia adotadas pelo governo começarem a surtirem efeitos”, apontou o Presidente da Fecomércio Paraíba, Marconi Medeiros.
Na análise por gênero, a pesquisa revelou que a queda da confiança entre os homens (-0,76%) foi maior do que entre as mulheres (-0,27%). Com relação à renda, os consumidores com rendimentos acima de dez salários mínimos foram os que apresentaram maior baixa (-0,89%). Já no que condiz à escolaridade, aqueles com Ensino Superior registraram maior retração na confiança (-0,97%).
O ICC é composto por dois subíndices: o Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA), que mede a confiança do consumidor em relação à sua situação atual; e o Índice de Expectativa do Consumidor (IEC), que calcula o sentimento do consumidor em relação à sua situação futura. Neste mês, o ICEA apresentou uma retração de 1,73%, enquanto que o IEC registrou uma leve alta de 0,50%.
Com relação à situação atual, a parcela de consumidores que avaliaram como “melhor” a situação familiar, caiu de 18,89% em maio de 2015 para 17,37% neste mês. Entre os quesitos sobre a situação futura da família, subiu o número de entrevistados que a avaliaram como “melhor”, passou de 37,00% em maio para 39,05% em junho de 2015. Na avaliação dos consumidores em relação à estabilidade de seus empregos para os próximos três meses, diminuiu a parcela de pessoas que se sentiram “seguros” em relação à estabilidade financeira, saindo de 45,81% em maio para 44,41% em junho.
A pesquisa foi realizada nos dez primeiros dias do mês com cerca de 400 entrevistados escolhidos de forma aleatória na Região Metropolitana de João Pessoa, em pontos de maior concentração de consumidores. A sondagem tem por objetivo fazer um diagnóstico de informações econômicas construídas a partir de respostas sobre as condições correntes e futuras esperadas pelos consumidores em níveis micro e macroeconômicos.
Ascom
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