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Inadimplência cresce 2,78% em João Pessoa durante a pandemia, mostra SPC

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A continuidade da pandemia vem causando o aumento de pessoas endividadas no país e na Paraíba a situação não é diferente. Segundo dados, da Câmara dos Dirigentes Lojistas/ SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) da capital, o número de inadimplentes em João Pessoa no mês de agosto deste ano cresceu 2,78% em relação a agosto de 2020, ainda que tenha registrado diminuição de 0,03% em relação ao mês de julho. Quem fala a respeito e dá dicas para evitar o endividamento é a especialista financeira Veridiana Lopes.

Segundo a pesquisa, os dados da Paraíba ficaram acima da média da região Nordeste (‐1,34%) e também da média nacional (‐1,69%). As pessoas que mais se endividaram no mês de agosto deste ano, em João Pessoa, estavam na faixa etária de 30 e 39 anos (24,78%). A participação dos de‐ vedores por sexo seguir bem distribuída, sendo 54,29% mulheres e 45,71% homens. Ainda de acordo com levantamentos da CDL, em agosto desta ano, cada consumidor negativado da cidade devia, em média, R$ 3.710,85 na soma de todas as dívidas. Os dados ainda mostram que 36,15% dos consumidores da cidade tinham dívidas de valor de até R$ 500, número que chega a 51,92% quando se destacam valores de até R$ 1.000.

Veridiana dá dicas que ajudam o público que deseja sair do vermelho, consumir de maneira mais consciente e até aprender a investir. “Para muitos jovens que ainda vivenciam sua primeira experiência profissional, a relação com o dinheiro, o acesso ao crédito e a tarefa de administrar o orçamento podem ser uma novidade. E os que não souberem lidar com as novas responsabilidades tornam-se mais suscetíveis a cair no mau endividamento. É por isso que transmitir conceitos básicos de educação financeira para crianças é tão importante: quem aprende a poupar, controlar desejos de consumo e avaliar o que é realmente necessário comprar pode sofrer menos no futuro. É importante que desde cedo as crianças sejam ensinadas sobre questões mais simples e não menos importantes, como reaproveitar objetos em vez de adquirir novos e partilhar”, disse a especialista.

Ainda segundo Lopes, alguns pais compreendem a importância de levar educação financeira aos filhos, mas é natural que não tenham todo o conhecimento necessário para isso. Contar com o apoio de conteúdos voltados ao público infantil é uma alternativa que facilita o aprendizado das crianças e conscientiza até os adultos, que também podem absorver os conceitos de forma mais simples. Materiais lúdicos, como de literatura infantil, desenhos e filmes são interessantes.

Dicas para uma boa saúde financeira:

  • Análise da sua situação financeira: Faça um refinanciamento da dívida atual se puder pagar as parcelas. Veja se elas se encaixam no orçamento que possui. “Não adianta refinanciar se não terá como pagar”, diz a especialista.
  • Custo efetivo: Além disso, é necessário ao consumidor endividado pedir o custo efetivo total do refinanciamento, para saber quais as taxas, encargos, multas que serão cobradas nessa negociação.
  • Valores cobrados: Ela observa que é importante analisar os aspectos financeiros da dívida, como se o valor está correto, se os juros aplicados são os contratados, se as condições propostas são justas, e, principalmente, se cabem no bolso do devedor.
  • Direito de recusar a proposta: O cliente só deve assinar a proposta de refinanciamento se as condições atenderem suas necessidades. Se notar que as parcelas ficarão acima da capacidade de pagamento, o consumidor tem direito de recusar e apresentar uma contraproposta que também pode ser aceita ou não.
  • Atenção ao contrato: uma renegociação é novo contrato e formará uma nova dívida. Esse contrato deve deixar claro para ambas as partes todas as obrigações e direitos.
  • Informações corretas: Pela complexidade dos cálculos de juros, taxas e correções, o credor deve esclarecer as dúvidas que o consumidor tenha para que ele não se sinta lesado.
  • Nome limpo: Após pagar a dívida, o nome do consumidor deve ser excluído dos órgãos de proteção ao crédito em até 05 dias úteis. Sobre isso, os órgãos reguladores de crédito têm o dever de informar ao consumidor sua situação.

Redação

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